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06 Abril de 2013 | 11h47 - Actualizado em 08 Abril de 2013 | 10h38

Comemorações do Dia da Paz e da Reconciliação Nacional constituem destaque

Resenha política

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Luanda - As comemorações alusivas ao 11º aniversário do Dia da Paz e da Reconciliação Nacional, cujo acto central foi presidido pelo Presidente da República, José Eduardo dos Santos, destacaram-se, em grande escala, dos temas políticos divulgados na semana que hoje, sábado, termina.

O Chefe de Estado angolano, José Eduardo dos Santos, que presidiu quinta-feira, no átrio do Museu Nacional de História Militar, em Luanda, o acto central do 11º aniversário do 4 de Abril, dia consagrado à Paz e à Reconciliação Nacional, inaugurou no local a bandeira-monumento, de 18 metros de altura e 12 de largura e içada num mastro de 75 metros de altura, acompanhada da entoação do hino nacional e de 21 salvas de canhões.

Trata-se de uma homenagem aos heróis da Pátria e todos quantos se empenharam para o alcance da independência nacional, da paz, do progresso e do desenvolvimento de Angola.

Milhares de cidadãos assistiram a partir da Marginal ao içar da bandeira que é visível de toda a avenida e de vários pontos da cidade.

Acompanhado da primeira-dama, Ana Paula dos Santos, entre outras entidades, José Eduardo dos Santos descerrou a placa inaugurativa do Museu Nacional de História Militar, depois de restaurado o antigo museu das forças armadas, na então fortaleza de São Miguel.

Depois de ter visitado as instalações foi-lhe oferecido um livro com todos os detalhes do acervo do museu, bem como assistiu a um vídeo sobre as obras de reabilitação e requalificação do edifício para a transformar em museu.

Há dias, o Presidente José Eduardo dos Santos desejou, antecipadamente, a todos os angolanos um feliz Dia da Paz e Reconciliação Nacional, considerando a paz como "um dos bens mais preciosos para o nosso continente e também aquele que o povo angolano mais preza, procura proteger e conservar a todo o custo".

Para o estadista, "sabemos por experiência própria quão dolorosos são os efeitos da guerra e quais os valores que a paz propicia e encerra".

Lembrou que durante mais de quatro décadas os angolanos conheceram de forma quase ininterrupta as agruras e malefícios da guerra, que geraram no país mortes, miséria, fome, luto, dor, destruição, inimizades, entre outros males.

Realçou que nos últimos trinta anos de guerra o país registou cerca de um milhão de mortos, duzentos mil mutilados e estropiados, mais de cinquenta mil crianças órfãs, cerca de quatro milhões e meio de deslocados e mais de seiscentos mil refugiados.

Para o Presidente da República, a conclusão que se pode tirar de todos estes horrores só pode ser uma: a guerra é uma verdadeira calamidade, cuja apologia constitui uma autêntica desumanidade.

"Por essa razão, é nossa convicção que no contexto do mundo actual, em que os Estados Democráticos de Direito se afirmam cada vez mais e se envidam cada vez mais esforços no sentido do respeito pelos direitos, liberdades e garantias dos cidadãos, a regra da resolução dos conflitos deve ser o diálogo e o debate franco e aberto, como forma de se alcançar o consenso", afirmou o Chefe de Estado angolano.

Por outro lado, o presidente da Assembleia Nacional, Fernando da Piedade Dias dos Santos, afirmou que a bandeira-monumento ora inaugurada representa o símbolo vivo da Independência Nacional e do processo de paz.

Para o líder parlamentar, "temos aqui um símbolo vivo, não só da nossa independência, mas também do nosso processo de paz e do orgulho dos angolanos em querer manter a paz e lutar para o desenvolvimento de Angola e de África. 

Já o ministro da Defesa Nacional, Cândido Pereira Van-Dúnem, notou que os benefícios da paz e reconciliação nacional no país são valores de "grande importância" para o desenvolvimento de Angola.

A propósito, o Bureau Político do MPLA emitiu uma declaração sobre o 11º aniversário do 04 de Abril, enaltecendo os feitos da Paz em Angola.

Na declaração, o órgão de cúpula do partido no poder faz votos de que os angolanos continuem a trilhar pelo caminho da reconciliação, do perdão recíproco, da confiança e da aceitação mútua, rumo à real pacificação dos espíritos e da sociedade.

Destacou-se também dos factos políticos da semana a audiência que o presidente da Assembleia Nacional, Fernando da Piedade Dias dos Santos, concedeu ao presidente do grupo parlamentar do Partido Africano para a Independência de Cabo Verde (PAICV), José Manuel Andrade, na qual trataram de questões ligadas à cooperação no domínio parlamentar.

O deputado cabo-verdiano disse à imprensa no final da audiência que aproveitou a oportunidade para passar em revista com o dirigente angolano aspectos relacionados com o aprofundamento das relações existentes entre os parlamentos de Cabo Verde e de Angola, no âmbito da troca de experiências.

Ainda na semana finda, o ministro das Relações Exteriores, Geoges Chikoti, deslocou-se em Ndajema, capital da República do Tchad, onde participou da Cimeira Extraordinária dos Chefes de Estado da Comunidade Económica dos Estados da África Central (CEEAC), em representação do estadista angolano, José Eduardo dos Santos.

A cimeira, que abordou a situação actual de crise na República Centro Africana (RCA), onde as forças do movimento Sélèka depuseram o presidente François Bozize, foi convocada pelo estadista tchadiano, Idriss Deby, na qualidade de líder da organização.

Em declarações à Angop aquando da sua partida, no Aeroporto Internacional 4 de Fevereiro, o ministro advogou um maior envolvimento da União Africana (UA) na solução da crise política na República Centro Africana (RCA), após o golpe de estado que destituiu o antigo Presidente François Bozizé.

A par disso, o ministro do Interior, Ângelo de Barros Veiga Tavares, referiu que a Polícia Nacional deve contar com homens bem preparados do ponto de vista moral, técnico e científico, capazes de compreender na essência as tensões geradoras de conflitos.

O governante falava na cerimónia de abertura do ano académico do Instituto Superior de Ciências Policiais e Criminais (ISCPC), que coincidiu com a comemoração do primeiro aniversário da criação desta instituição.

Segundo o ministro, aliado aos conhecimentos e habilidades às ferramentas modernas, os efectivos deverão prevenir e combater as manifestações comportamentais alheias à ordem estabelecida, para garantir a harmonia, tranquilidade e paz social, num quadro de respeito pela dignidade e direitos fundamentais dos cidadãos constitucionalmente consagrados.

Por outro lado, a capital angolana, Luanda, albergou na semana finda a reunião do Fórum dos Ministros da Descentralização e Governação da Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral (SADC).

A presidente do Fórum, Carmelita Rita, realçou que o processo de descentralização, apesar de se processar em estágios de desenvolvimento, foi considerado uma realidade nos países da Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral (SADC).

Para a responsável, existe um grande cometimento político no sentido de se reforçar as várias práticas, experiências e realidades específicas dos seus respectivos países.