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24 Junho de 2013 | 17h24 - Actualizado em 24 Junho de 2013 | 17h24

Missões diplomáticas consternadas com morte de Bernardo de Sousa

Condolências

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Luanda - Missões diplomáticas de Angola na China, França, Brasil e na UNESCO manifestaram hoje sentimento de pesar pela morte, aos 77 anos de idade, do nacionalista Bernardo de Sousa ocorrida quinta-feira por doença. 

Numa mensagem de condolências, o embaixador Garcia Bires escreveu que foi com profundo pesar que juntamente com os diplomatas e demais funcionários da embaixada de Angola na República Popular da China tomaram conhecimento do desaparecimento físico de Manuel Bernardo de Sousa.

Destacou as qualidades do falecido que se juntou às causas nobres da "nossa história e partilhou o seu esforço na grande corrente a favor da liberdade que sempre sonhou, o de uma Angola pacificada, reconstruída e desenvolvida".

Noutra mensagem, O embaixador de Angola em França, Miguel da Costa, e os membros do corpo diplomático angolano consideram que o país perde um cidadão que desde cedo se engajou na causa nacionalista e ao longo da sua vida prestou relevantes serviços ao Estado, nas facetas política e cultural.

Os diplomatas e trabalhadores da Embaixada de Angola no Brasil manifestaram-se consternados com a notícia do falecimento do Embaixador Manuel Bernardo de Sousa e destacam a sua qualidade de nacionalista que deu todo o seu saber pela independência de Angola.

O delegado permanente de Angola na UNESCO, Diakumpuna Sita José, afirma, por sua vez, que Bernardo de Sousa foi um convicto patriota que lutou pela libertação nacional.

Para o diplomata, Bernardo de Sousa é um exemplo a ser seguido pelos angolanos.

Na repercussão da sua morte, Bernardo de Sousa foi homenageado hoje, em Luanda, pelo Presidente da República de Angola.

Cumpriu igualmente o ritual o vice-presidente da República, Manuel Domingos Vicente, deputados da Assembleia Nacional, membros do Executivo, bem como dirigentes ao mais alto nível do MPLA, destacando-se o seu vice-presidente e o secretário-geral, Roberto de Almeida e Julião Mateus Paulo "Dino Matrosse", respectivamente.

Antigos companheiros e membros da sociedade civil participaram também do acto fúnebre.   

Manuel Bernardo de Sousa aderiu ao MPLA em 1958, tendo sido preso no ano seguinte, pela então polícia política portuguesa, a PIDE/DGS, que o deportou para a célebre Cadeia de Tarrafal, em Cabo Verde, onde permaneceria até 1969.

Após a proclamação da Independência Nacional, em 11 de Novembro de 1975, exerceu, no aparelho central do MPLA, os cargos de director do Departamento de Organização, de Secretário do Departamento de Apoio às Organizações de Massas e do Departamento de Instituição do Poder Popular. Foi ainda coordenador do Comité Provincial do Partido em Luanda.

No Estado, desempenhou as funções de primeiro-secretário da então Assembleia do Povo e de ministro dos Transportes e Comunicações.

Exerceu os cargos de embaixador extraordinário e plenipotenciário de Angola na Jugoslávia, na Roménia, na União Soviética, na Bulgária, na Mongólia, no Irão e China.

Assuntos Angola  

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