17 Junho de 2014 | 05h33 - Actualizado em 17 Junho de 2014 | 19h15
Brasil apoia candidatura de Angola a membro não permanente do Conselho de Segurança da ONU
Brasília (Dos enviados especiais) - O Brasil anunciou, nesta segunda-feira, o seu apoio a candidatura angolana a membro não permanente do Conselho de Segurança das Nações Unidas para o período 2015/2016.

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Presidente da República recebido por Dilma Roussef
Foto: Pedro Parente
A informação foi prestada pela Presidente da República Federativa do Brasil, Dilma Rousseff, no final do encontro com o seu homólogo angolano, José Eduardo dos Santos, que realiza uma visita oficial ao país latino-americano.
“É com especial satisfação que anunciei ao Presidente dos Santos o apoio brasileiro à candidatura angolana a membro não permanente do Conselho de Segurança da Nações Unidas, para o próximo biénio”, declarou.
Dilma Rousseff acredita que “Angola poderá oferecer um olhar atento e alternativas equilibradas aos actuais desafios da paz e segurança internacionais”.
Os dois estadistas partilham a ideia de que o Brasil e Angola são actores importantes no processo de democratização das relações internacionais e que África e a América Latina precisam de estar melhor representadas nos processos decisórios globais e que necessitam de mais legitimidade.
Referiu que, num momento em que as relações internacionais são marcadas por incertezas, está segura que a relação dos dois países será fundamental para a construção da paz e justiça social.
Afirmou que, o facto de partilharem uma história comum e estarem nos dois lados do oceano Atlântico ajudam a traçar um futuro também comum de paz e desenvolvimento e de intensificação da parceria estratégica.
A Presidente Dilma expressou o reconhecimento brasileiro pelo importante papel de Angola em prol da paz e do desenvolvimento económico e social da Guiné Bissau, assinalando o trabalho desenvolvido pela missão angolana em 2011, MISSANG.
A Presidente referiu que, no plano internacional, os dois Estados continuam a aprofundar as relações com os países de expressão portuguesa e consideram necessário continuar a apoiar a Guiné Bissau no período pós eleitoral, etapa importante para a estabilidade democrática naquele país.
Assuntos Cooperação
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