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09 Abril de 2015 | 14h47 - Actualizado em 09 Abril de 2015 | 19h17

Angola defende elaboração de vocabulário ortográfico nacional

Luanda - A República de Angola defende a elaboração de um vocabulário ortográfico nacional e a rectificação de determinadas bases técnicas cientificas para ratificar o Acordo Ortográfico a nível da Comunidade de Países de Língua Portuguesa.

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Paula Henriques - Coordenadora Nacional no Instituto Internacional de Língua Portuguesa

Foto: Rosário dos Santos

Esta posição foi manifestada hoje pela coordenadora nacional do Instituto Internacional de Língua Portuguesa, Ana Paula Henriques, em declarações à imprensa, no termo de um encontro de esclarecimento sobre o estado da situação  dos projectos relacionados com o Acordo Ortográfico da  Língua Portuguesa de 1990, decorrido no Ministério das Relações Exteriores, em Luanda.        

De acordo com a responsável ,  “Angola defende vários aspectos para a assinatura do acordo ortográfico entre os quais a rectificação de determinadas bases identificadas como carentes de  informação suficiente técnica e cientifica para que se possa fazer a gestão da língua sem constrangimentos”.

Sublinhou que Angola é da opinião que todos os Estados Membros devem ter o vocabulário ortográfico nacional, razão pela qual contribuiu financeiramente, contudo não se registaram progressos neste capítulo.

Ana Paula  Henriques considera que se deve analisar esta questão em fórum próprio  da comunidade, sendo esta uma prática das autoridades angolanas  na tentativa de buscar consensos para uma abordagem mais abrangente em termos   técnico científicos.   

A interlocutora apontou esta como uma das condições para se levar esta questão a  consideração dos políticos, permitindo aos mesmos analisar a possibilidade de se ratificar o Acordo Ortográfico .

Realçou que  “Angola não está parada nem atrasada em relação à ratificação do  Acordo  Ortográfico de 1990, e prova desse facto foi a apresentação dos projectos e dos resultados obtidos  na produção dos trabalhos levados a cabo pelos técnicos”. 

É preciso ter em conta que há vários níveis de língua e o acordo ortográfico vai se relacionar  com documentos escritos e não a língua falada, sendo preciso que haja registo escrito para que seja considerado o elemento a ser tido em conta no vocabulário ortográfico.

Outro dos elementos apresentados pela responsável  é  o tempo de vida dos neologismos, assim como a sua produtividade, ou seja se são ou não utilizados nas mais variadas áreas, estando desta forma criadas as condições  para que sejam  considerados, caso não obedeçam a esses critérios não farão  parte do vocabulário nacional.

Frisou que a maior resistência em termos de experiência tem vindo a ser mais a nível técnico do que politico.

 Ana Paula Henriques orientou o encontro ladeada por  Oliveira Encoge, do Ministério das Relações  Exteriores, e  Felipe Zau, Reitor da Universidade Independente de Angola, tendo no mesmo participado responsáveis de  vários organismos e estudantes  universitários.  

Assuntos Angola   Diplomacia  

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