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03 Julho de 2015 | 11h51 - Actualizado em 03 Julho de 2015 | 14h56

Angola e França complementam-se em termos económicos

Luanda - Angola e a França são países que podem ser cada vez mais complementares em termos económicos, baseando-se nas potencialidades dos recursos naturais angolanos e no grau de desenvolvimento tecnológico e do saber fazer francês.

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Ministro angolano das Relações Exteriores, Georges Chikoti, no Fórum Económico Angola - França

Foto: Pedro Parente

Esta afirmação foi feita hoje, sexta-feira, em Luanda, pelo ministro angolano das Relações Exteriores, Georges Chikoti, quando intervinha na cerimónia de abertura do Fórum Económico Angola–França, destinado a uma parceria reforçada, orientada pelo Chefe de Estado francês, François Hollande.

“O Executivo angolano está empenhado na busca de sinergias, no âmbito do processo da diversificação da economia. Angola gostaria de contar com os parceiros internacionais, nomeadamente o governo e a classe empresarial francesa, para a materialização deste objectivo, através da realização de investimentos directos em diversas áreas do país”, disse.

Segundo o ministro, alcançada a paz, em 2002, o governo de Angola tem vindo a dedicar especial atenção na construção de infra-estruturas necessárias para continuar a assegurar o crescimento e o desenvolvimento económico e social do país, bem como na formação de quadros nacionais, em diversos domínios do conhecimento, capazes de garantir a realização do tão desejado desenvolvimento.

Deste modo, referiu o governante, recomenda-se que as instituições francesas de ensino encarem a possibilidade de ministrarem cursos de formação profissional e especializados aos jovens angolanos, para apoiar o Governo nesta nobre tarefa.

Para Georges Chikoti, o desenvolvimento de Angola também passa necessariamente pelo envolvimento de empresas, quanto públicas, quanto privadas, ou ainda pelas parcerias que as mesmas podem estabelecer entre si.

Assim, no âmbito da uniformização do desenvolvimento em todo o território nacional, pretende-se lançar um desafio aos empresários franceses e angolanos para investirem não só em Luanda, mas também nas províncias do interior do país, onde poderão obter incentivos fiscais significativos, explicou.

Augurou que o fórum possa permitir a criação de parcerias reciprocamente vantajosas entre empresas angolanas e francesas, contribuindo, desta forma, para o reforço e diversificação da cooperação entre Angola e França.

“A nossa satisfação é ainda maior, porque, em curto espaço de tempo, as relações de cooperação entre Angola e França ganharam um novo rumo e dinamismo, depois da visita oficial do Presidente angolano, José Eduardo dos Santos, a este país da Europa, em Abril de 2014”, afirmou.

Recordou que durante a referida visita, os Chefes de Estado decidiram criar um grupo de trabalho para se ocupar dos assuntos económicos, coordenado pelos ministros das Relações Exteriores de Angola e dos Negócios Estrangeiros da França.

Aventou que o fórum económico, que agora se realiza, foi decidido naquela altura e aborda hoje três temas essenciais, concretamente “Como as empresas francesas podem contribuir para superar os desafios da cidade sustentável em Angola”, “Produção energética e os desafios ambientais globais” e a “Diversificação industrial e agrícola de Angola”.

Trata-se de temas bastante relevantes e actuais, que se enquadram nos objectivos que os dois países e governos pretendem materializar e que consta do plano de acção conjunta Angola–França 2015 a 2017, para uma parceria económica reforçada.

Informou ainda que este plano foi assinado em Paris, em Dezembro de 2014, e identifica sete áreas prioritárias de cooperação, com destaque para a Agricultura e a Indústria Agro-alimentar, Planeamento Urbano, Transportes, Energia e Água, Construção de Infra-estruturas, Comunicações e Geologias e Minas.

O Presidente francês, François Hollande, está em Angola desde quinta-feira, a convite do seu homólogo angolano, José Eduardo dos Santos, que visitou a França em Abril de 2014, no quadro das relações de cooperação existentes.

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