Angop - Agência de Notícias Angola PressAngop - Agência de Notícias Angola Press

Ir para página inicial
Luanda

Max:

Min:

Página Inicial » Notícias » Política

15 Março de 2017 | 17h28 - Actualizado em 16 Março de 2017 | 11h22

Etiópia: União Africana procede a troca de pastas

Addis-Abeba - A nova direcção da União Africana (UA), eleita em Janeiro deste ano (2017), recebeu segunda-feira o testemunho do elenco cessante, para início de funções, acto que teve lugar na sede do organismo continental, em Addis-Abeba, capital da Etiópia.

Envia por email

Para compartilhar esta notícia por email, preencha os dados abaixo e clique em Enviar

Corrigir

Para reportar erros nos textos das matérias publicadas, preencha os dados abaixo e clique em Enviar

Logotipo da União Africana

Foto: Angop

Tomou parte da cerimónia a nova comissária da UA para a Economia Rural e Agricultura, a angolana Josefa Sacko, que recebeu, na ocasião, o seu Passaporte Diplomático da União Africana, à semelhança dos outros membros da Comissão Africana, ora liderada pelo tchadiano, Moussa Faki Mahamat.

O passaporte continental, lançado na cimeira realizada em Kigali, no Rwanda, em Julho de 2016, visa possibilitar a livre circulação de pessoas e bens.

A entrega de poderes foi presenciada pelo presidente da Etiópia, Mulato Teshome, ladeado pelos estadistas do Uganda, Yoweri Museveni, e do Níger, Mahamadou Issoufou, tendo igualmente o novo presidente em exercício da UA, e Chefe de Estado da República da Guiné, Alpha Condé, entregue certificados à Comissão cessante, encabeçada pela sul-africana, Nkosana Dlamini Zuma.

Esta, no seu discurso, agradeceu a todos que colaboraram para o seu mandato à frente da Comissão Africana, nomeadamente o seu “staff”, e desejou felicidade e bom trabalho ao seu sucessor.

Por seu turno, Moussa Faki Mahamat elogiou “os esforços incansáveis” envidados pela sul-africana, relativamente ao financiamento da UA, e caracterizou o exercício de Zuma como um importante marco em prol da mulher na arena da prosperidade e futuro dos povos africanos.

Para o seu mandato destacou a necessidade de solidificação dos procedimentos e melhoria da eficiência e eficácia de forma a que a Comissão Africana seja um instrumento capaz de traduzir, na prática, a visão dos dirigentes e as aspirações dos africanos.

Quanto a parcerias, Moussa Faki Mahamat sublinhou a sua vontade firme de trabalhar com todos os parceiros, acrescentando que as Nações Unidas terão sempre um lugar cimeiro nessas parcerias, na base do respeito e solidariedade, sendo também reservado à União Europeia um espaço privilegiado.

Por outro lado, asseverou que a preguiça, a falta de motivação e o laxismo não terão lugar no seio da comissão e apelou para à necessidade de aplicação de uma política de tolerância zero a actos que possam denegrir a imagem do continente e hipotecar a confiança depositada pelos africanos.

Já o novo presidente em exercício da UA, e Chefe de Estado da República da Guiné, Alpha Condé, qualificou como histórica a passagem de testemunho entre duas equipas que comungam a preocupação de promover ideais, princípios e objectivos da organização.

Referiu que Dlamini Zuma, a primeira mulher à frente da UA, deu uma contribuição notável para os esforços de transformação estruturante da União Africana, para a sua posição na arena internacional, assim como nas políticas de paridade homem/mulher.

Realçou ser imperioso à nova comissão um trabalho em equipa, mediante uma cooperação harmoniosa entre os vários órgãos, para dar um novo ímpeto à dinâmica do relançamento da  União Africana. A racionalização das metodologias de trabalho, o respeito pelos regulamentos internos da comissão devem estar sempre patentes, acrescentou.

Alpha Condé reiterou que África deverá ser artífice do seu próprio destino, que os problemas africanos possam ser resolvidos pelos próprios africanos.

“Se os chefes de Estado assumirem a sua responsabilidade ao nível dos nossos países, nenhum órgão estrangeiro poderá ajudar-nos melhor do que nós próprios. É por isso que a UA deverá encontrar uma forma para a solução no Sul do Sudão, no Darfur, na luta contra o terrorismo no Mali, Níger, Nigéria (…) bem como a ajuda que deverá ser dada aos nossos países irmãos como o Congo Kinshasa, República Centro-Africana”, declarou.

Assuntos União Africana  

Leia também
  • 01/12/2018 18:48:42

    Ministro esclarece sobre Operação Transparência na União Africana

    Luanda - O ministro da Justiça e dos Direitos Humanos, Francisco Queiroz, reuniu-se, sexta-feira, na sede da União Africana, com o director do Departamento de Assuntos Políticos, Khabele Matlosa, para desmentir especulações a volta da Operação Transparência, que combate a exploração ilegal de diamantes no país.

  • 28/11/2018 15:56:33

    Justiça aprecia alteração à carta africana dos direitos humanos

    Luanda - Os ministros da justiça e procuradores gerais dos países membros da União Africana (UA) vão apreciar a proposta de alteração do protocolo à Carta Africana dos Direitos Humanos e dos Povos relativos ao Estabelecimento do Tribunal Africano dos Direitos Humanos.

  • 19/11/2018 12:18:47

    União Africana aprova tabela de contribuições

    Addis Abeba - A União Africana (UA) aprovou neste fim-de-semana, em Addis Abeba (Etiópia), um conjunto de reformas visando melhorar o seu funcionamento e tornar a organização menos dependente de doadores financeiros.

  • 15/11/2018 11:37:57

    UA precisa de corresponder aos anseios das populações - Angola

    Luanda - O secretário de Estado das Relações Exteriores, Tete António, advoga que a União Africana (UA) precisa de estar à medida de corresponder aos anseios das populações e ter capacidade de resposta aos desafios que se colocam ao continente.