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18 Maio de 2017 | 04h25 - Actualizado em 18 Maio de 2017 | 15h30

EUA destacam Presidente angolano na assinatura do Memorando de Entendimento

Washington (dos enviados especiais) - A um dia de fazer 24 anos de relações diplomáticas oficiais entre Angola e Estados Unidos da América, foi destacado o empenho do Presidente da República, José Eduardo dos Santos, no processo que terminou hoje, quarta-feira, com a assinatura do Memorando de Entendimento entre os dois países no sector da Defesa.

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Engajamento do Chefe de Estado angolano foi destacado durante a conversa entre João Lourenço e James Mattis, no Pentágono.

Foto: Pedro Parente

A informação foi prestada pelo ministro da Defesa Nacional, João Lourenço, no final da visita ao Memorial Pentágono, num breve balanço da jornada desta quarta-feira em Washington, marcado pelo acordo rubricado com o seu homólogo norte-americano, o secretário de Estado da Defesa James Mattis.

Segundo o governante angolano, um evento desta natureza carece sempre que se tenha plenos poderes para assinar, razão pela qual o responsável norte-americano ressaltou o facto de o Presidente José Eduardo dos Santos ter autorizado e concedido os “tais plenos poderes para que o ministro da Defesa pudesse realizar o acto que teve lugar esta manhã”.

João Lourenço reforçou que a partir de agora, com a assinatura do Memorando de Entendimento, estão abertas todas as possibilidades nos acordos em diversos domínios que forem considerados importantes para os dois países. Disse que a sua delegação foi “muito bem recebida” pelas autoridades americanas.

Para o dirigente angolano, que dedicou parte da manhã visitas ao Cemitério Nacional de Arlington, no Estado da Virgínia, onde depositou coroa de flores num túmulo de soldado desconhecido, o país vai doravante dar os passos necessários no sentido de tornar realidade aquilo que foi assinado.

Embora não tenha precisado o dia e mês, João Lourenço disse que os norte-americanos vão constituir comissão técnica para se deslocar a Luanda e materializar o pretendido pelos Estados Unidos da América.

Assinatura tardia, mas sempre actual...

Além dos norte-americanos apoiarem projectos de combate à SIDA, malária e outras doenças, o ministro da Defesa disse que as partes discutiram os pontos cujas vantagens são relevantes, guardando para os próximos dias novos desenvolvimentos sobre o assunto.

“É um pouco de tudo. Não queria abrir muito agora, porque as questões concretas vão ter de ser negociadas caso a caso”, explicou, referindo que, em princípio, Angola está aberto à cooperação na luta contra o terrorismo, pirataria, segurança no Golfo da Guiné, nos países que compõem a Região dos Grandes Lagos, formação de militares angolanos em academias militares americanas e outras matérias que as partes julgarem importantes.

Sobre a assinatura apenas agora, João Lourenço socorreu-se do adágio popular, segundo o qual “mais vale tarde que nunca para se começar”. Sugeriu que se esqueça “o tempo perdido e procurar explorar as possibilidades que se abrem com esta assinatura do Memorando de Entendimento”.

Angola e EUA cooperam no sector da defesa, designadamente no domínio da formação, ensino da língua inglesa e apoio na saúde militar para o combate do HIV/SIDA. Com a vinda do governante angolano, a administração norte-americana mostra-se interessada em aprofundar a cooperação na área técnica-militar, sobretudo na realização de exercícios conjuntos.

A República de Angola, potência militar na África Austral e Central, é responsável pela resolução de conflitos na região, em especial na RD Congo. Em Dezembro de 2016, o país terminou o seu mandato como membro não-permanente do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas, posição assumida pela segunda vez nos últimos anos.

O último dia de trabalho de João Lourenço reserva para quinta-feira no Fórum Atlantic Council, que reúne empresários e académicos, além de outras, podendo deixar a capital norte-americana no período da tarde (noite em Angola).

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