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04 Agosto de 2017 | 13h30 - Actualizado em 04 Agosto de 2017 | 15h29

Cuanza Norte: Barragem de Caculo Cabaça já em execução

Caculo Cabaça - A construção do aproveitamento hidroeléctrico de Caculo Cabaça e as obras conexas, na bacia do Médio Kwanza, província do Cuanza Norte, arrancaram hoje (sexta-feira), com o lançamento da primeira pedra, feito pelo Chefe de Estado, José Eduardo dos Santos.

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Presidente da República, José Eduardo dos Santos, lança primeira pedra para construção da Barragem de Caculo Cabaça

Foto: Francisco Miudo

Trata-se do aproveitamento hidroeléctrico de maior potência de Angola, com dois mil e 172 megawatts (MW), a  ser construído num prazo de cinco anos, pelo consórcio CGGC (China Group Corporation) e Niara Holding, por cerca de 490 mil milhões de kwanzas.
 
A barragem, que fornecerá electricidade às regiões norte, centro e sul do país, vai permitir o acesso à energia a mais de 14 milhões de habitantes e promover o desenvolvimento económico e social do país.
 
O Executivo estabeleceu como objectivo, a longo prazo, a duplicação da taxa de acesso à energia, de 30 para 60 porcento, permitindo que mais de 14 milhões de angolanos tenham acesso à electricidade até 2025.
 
Com base no Plano Nacional de Desenvolvimento, definiu-se um conjunto de projectos estruturantes, em que se integrou o alteamento e ampliação da capacidade da barragem de Cambambe, de 180 para 960 megawatts, a construção da barragem de Laúca, com 2.067 megawatts, a central do ciclo combinado do Soyo em 750 MW, além da construção de Caculo Cabaça, com 2.172 MW.

Com estas barragens, o sector energético inicia o processo de interligação do sistema, com o qual se pretende uma melhoria substancial no transporte e distribuição de energia.  
 
Gigante Caculo Cabaça por dentro
 

Este aproveitamento situa-se no curso médio do Rio Kwanza, a montante das quedas de Caculo Cabaça, estando a barragem localizada a cerca de 19 quilómetros a jusante da barragem de Laúca, na província de Malanje.  
 
Terá uma barragem de betão com 103 metros de altura máxima e 553 metros de desenvolvimento de coroamento, permitindo armazenar cerca de 440 milhões de metros cúbicos de água.
 
A barragem terá um descarregador de cheias frontal, com cinco vãos controlados por comportas, para um caudal dimensionado para dez mil e 20 metros por segundo e uma descarga de fundo constituída por duas condutas de seis metros de diâmetro.
 
Além do corpo central da barragem, existirão duas portelas, ambas na margem esquerda, que poderão ser fechadas com diques em betão com 525 metros e 192 metros de desenvolvimento e 36 metros e quatro metros de altura máxima, respectivamente.
 
A hidroeléctrica, que utilizará a queda disponível de 215 metros entre a albufeira e a restituição a jusante das quedas naturais de Caculo Cabaça, integrará uma central e um circuito hidráulico previstos para um caudal equipado de 1100 m3/s, repartido por quatro grupos turbina de 530 MW de potência nominal.
                                    
O aproveitamento integrará ainda uma segunda central hidroeléctrica em pé de barragem destinada a turbinar o caudal ecológico de 60 metros cúbicos por segundo.
 
Serão construídas duas subestações, sendo a principal de 400 KV e a auxiliar de 220 KV.
 
A energia produzível em ano médio é de 8123 kV na central principal e de 443 kV na central de caudal ecológico.
 
O caderno de encargos para a construção da referida barragem prevê a edificação de túneis, trabalhos de construção civil, fornecimento, instalação e testes de equipamentos electromecânicos.   
 
Caculo Cabaça é uma comuna do município da Banga, na província do Cuanza Norte, cuja população local vai, em princípio, beneficiar de projectos de desenvolvimento económico e social da região.
 
Presenciaram o acto de lançamento e assinatura do auto de consignação da obra, o ministro de Estado e chefe da Casa de Segurança do Presidente da República, Manuel Hélder Vieira Dias, o ministro e chefe da Casa Civil do Presidente da República, Manuel da Cruz Neto, o governador local, José Maria Ferraz dos Santos, auxiliares do Titular do Poder Executivo, além das autoridades tradicionais e eclesiásticas.

Assuntos Angola  

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