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12 Agosto de 2017 | 19h14 - Actualizado em 12 Agosto de 2017 | 19h13

Eleições/2017: Polícia garante tranquilidade

Luanda - Enquanto um helicóptero ao serviço da Comissão Nacional Eleitoral (CNE) se despenhou, hoje, na província do Cuando Cubango, a Polícia Nacional garante que o dispositivo está montado para que a eleição decorra num ambiente de tranquilidade.

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Boletim de voto para eleições de 2017

Foto: Foto divulgação

Um helicóptero da Força Aérea Nacional (FAN), que transportava material eleitoral da CNE, sofreu um acidente na comuna de Caiundo, município de Menongue, sede da província de Cuando Cubango, sem causar vítimas mortais. 

Apesar dos danos materiais provocados, nomeadamente em relação ao helicóptero que se incendiou e ao material eleitoral que transportava, mais importante é que não se tenha perdido nenhuma vida humana.

Se esta é uma das primeiras notas negras da campanha eleitoral iniciada no dia 23 de Julho, uma notícia animadora chega da Polícia Nacional, de garantia de que as próximas eleições terão lugar num ambiente de segurança e tranquilidade.

A este propósito, o segundo comandante-geral da corporação, comissário-chefe Paulo de Almeida, expressou, sexta-feira, em Menongue, confiança na capacidade dos efectivos da corporação para manter a ordem durante o processo eleitoral.

Pronunciamento idêntico partiu, no mesmo dia, do comandante provincial de Malanje, comissário António José Bernardo, quem afirmou que a acção dos agentes policiais, antes, durante e depois das eleições de 23 deste mês, será imparcial, visando assegurar a tranquilidade de todos os cidadãos e actos ligados ao processo.

Como que a reforçar esses pronunciamentos, o Ministério do Interior recomendou aos governos provinciais a  proibirem a realização de reuniões e manifestações por organizações não concorrentes às eleições gerais.

Nos termos de um comunicado de imprensa distribuído, hoje, em Luanda, o Departamento Ministerial justifica a proibição com informações chegadas a si sobre a intenção de organizações não concorrentes ao pleito eleitoral realizarem acções de rua neste período, algumas das quais próximas de instituições dos órgãos de soberania.

O comunicado do Ministério do Interior alerta sobre o risco de essas manifestações colidirem com as levadas a cabo pelos partidos políticos e a coligação de partidos concorrentes e colocar em causa a segurança do processo eleitoral.

No contexto geral de preparação das eleições, bastante animadores são os passos dados pela CNE, nomeadamente a aprovação, na sexta-feira, em Luanda, da   pauta deontológica dos delegados de lista.

O documento foi aprovado na 20ª sessão extraordinária da CNE, que abordou também questões ligadas ao processo em curso de credenciamento dos delegados de lista.

A CNE definiu, também,  os cidadãos que, no dia 23 de Agosto, terão prioridade no acto de votação. Entre eles, figuram os idosos, deficientes físicos, mulheres gestantes e alguns agentes eleitorais que vão desempenhar tarefas de organização nas assembleias de voto.
Mas nem todas as notícias sobre a CNE são animadoras. A entidade manifestou-se, sexta-feira, em Luanda, preocupada com o silêncio dos convidados das formações concorrentes às eleições de 23 deste mês, para observação do processo eleitoral.

Consta que alguns concorrentes tenham dificuldades financeiras para suportarem as despesas dos observadores. A CNE definiu uma quota de convidados de até 18 observadores para cada partido concorrente às eleições.

Quanto aos actos de campanha em si, o destaque vai para o MPLA, que “despachou” para a Lunda Norte o seu candidato a Presidente da República, João Manuel Gonçalves Lourenço.

Entre as notas de realce do discurso que pronunciou este sábado na cidade do Dundo, estão a criação de indústrias de transformação de diamantes, projectos agrícolas e sociais, a interligação dos caminhos-de-ferro do norte para o leste do país e o combate cerrado aos crimes transfronteiriços.

Já o candidato presidencial da CASA-CE, Abel Chivukuvuku, prometeu, sexta-feira, na Lunda Sul, caso vença as eleições do dia 23 próximo, distribuir de forma equitativa as riquezas do país, para combater as assimetrias regionais.

O líder da única coligação concorrente prometeu ainda potenciar economicamente cada província, com os recursos naturais que possuem, dinamizando a sua exploração, a fim de promover o empreendedorismo e a criação de postos de trabalho.

Ainda em relação à CASA-CE, o seu candidato a vice-presidente da República República, André Mendes de Carvalho, disse, sexta-feira, que a Coligação está a passar uma mensagem de serenidade, confiança e tranquilidade à população, para que as eleições de 23 de Agosto corram num clima de concordância e de festa.

O político fez essas declarações no final do encontro que manteve com o vice-governador para o sector político e social da província de Malanje, Manuel Campos.

Também no exercício de convencimento do eleitorado,  a UNITA reforçou, sexta-feira, o pedido de voto aos munícipes de Belas, em Luanda, durante uma acção de mobilização nos diferentes distritos que compõem a circunscrição.

 Nota preocupante, em relação à UNITA, é que o seu secretário para os Assuntos Eleitorais, Victorino Nhany, tenha enumerado, na mesma sexta-feira, uma série de factores, que, no seu entendimento, podem comprometer a integridade e lisura do processo eleitoral, alegações que deverão ser tratadas em sede da Comissão Nacional Eleitoral (CNE).

Assuntos Eleições   Política  

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