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13 Outubro de 2017 | 14h22 - Actualizado em 14 Outubro de 2017 | 11h10

EUA pode abrir universidades à formação de militares angolanos

Luanda - A abertura de universidades dos Estados Unidos América à formação de militares angolanos pode ser decidida até Janeiro de 2018, segundo a embaixadora americana, Helen Meagher La Lime.

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Helen La Lime, Embaixadora dos EUA em Angola

Foto: Clemente

A diplomata falava à Angop nesta sexta-feira, no final de uma audiência com o ministro da Defesa Nacional, Salviano de Jesus Sequeira, durante a qual foi avaliado o grau de implementação do memorando de entendimento rubricado este ano, em Washington (EUA), com Angola no domínio militar.

Helen La Lime informou que discutiu com o ministro a vinda à Angola de especialistas americanos, entre os meses de Novembro e Janeiro de 2018, para determinar com as autoridades angolanas as áreas específicas de cooperação no domínio militar.

A chefe de missão diplomática americana acredita ser uma oportunidade “muito importante” a abertura das universidades americanas a militares angolanos por terem um sistema rico de formação, por juntarem pessoas de todo o mundo e oferecerem formação ao mais alto nível como em qualquer outra universidade do seu país.

Acha que o acesso a universidades americanas será um grande benefício para Angola e para o desenvolvimento das suas forças armadas.

Acredita no potencial militar angolano, adiantando ser apenas necessário o aumento da fluência da comunicação na língua inglesa e na especialização.

A diplomata reconhece que Angola tem forte cooperação militar com outros parceiros, daí a necessidade de se determinar áreas específicas para uma cooperação mais intensa e profícua  que corresponda as necessidades da defesa angolana.

O memorando de entendimento para cooperação no domínio militar foi rubricado em Maio deste ano, em Washington, pelo então ministro da Defesa Nacional, o actual Presidente da República, João Lourenço.

O acordo prevê o intercâmbio nos domínios da segurança marítima, formação de militares, acesso a equipamentos, manutenção de paz e ensino da língua inglesa, explicou a embaixadora americana em Angola.

Ainda na quinta-feira, a embaixadora dos Estados Unidos passou em revista, com o Presidente da República, João Lourenço, aspectos ligados a cooperação e a parceria que o seu país tem com Angola, bem como os programas importantes da liderança regional angolana.

A embaixadora disse que existe um certo interesse, da parte dos Estados Unidos, em reforçar a relação de cooperação com o governo angolano e, por este facto, defende uma maior presença em Angola de empresários norte-americanos ligados ao sector privado.

As áreas da saúde, agricultura, diplomacia, finanças, desminagem, defesa e segurança são as privilegiadas nas relações de cooperação entre Angola e Estados Unidos.

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