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03 Janeiro de 2018 | 19h11 - Actualizado em 03 Janeiro de 2018 | 19h10

Governante convida população a preservar legado dos Mártires da Baixa de Cassanje

Cuito - O vice-governador para a esfera Política, Social e Económica da província do Bié, Carlos Ulombe da Silva, recomendou esta quarta-feira, na cidade do Cuito, as populações a preservarem o legado dos Mártires da Repressão Colonial da Baixa de Cassanje (Malanje), no sentido da conservação da identidade nacional.

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Bié: Carlos Ulombe da Silva, Vice-governador para o sector politico, social e economico

Foto: LEONARDO CASTRO

O governante, que falava no acto de abertura da jornada alusiva ao 4 de Janeiro de 1961, a assinalar-se quinta-feira próxima em todo país, aproveitou ainda a ocasião para apelar aos angolanos a preservar o heroísmo e patriotismo demonstrado pelos mártires na luta contra o colonialismo português.

Carlos Ulombe da Silva, que enalteceu também o empenho dos participes daquela revolta (Baixa de Cassanje), solicitou dos encarregados de educação no sentido de continuarem a transmitir, às novas gerações, o contributo prestado por aqueles heróis em prol da libertação e conquista da Independência Nacional.

Os angolanos comemoram nesta quinta-feira, 4 de Janeiro, o Dia dos Mártires da Repressão Colonial, com manifestações político-culturais, recreativas e desportivas, sob lema “ 4 de Janiero de 1961, Fonte de Inspiração Politica para a Independência Nacional”.

A data reveste-se de transcendente importância na história da luta de libertação nacional, uma vez que marcou o início de uma revolta contra a ocupação colonial portuguesa de cerca de 500 anos (1482-1975) e que ceifou a vida de milhares de patriotas.

O 4 de Janeiro é, com efeito, para o povo angolano uma destas datas, cujo conteúdo dos acontecimentos que o definem, continuam a inspirar gerações de filhos de Angola nas suas acções em favor da liberdade e do bem-estar, nacional e internacional.

Este ano, a data marca os 57 anos desde os trágicos acontecimentos da Baixa de Cassanje, em que mais de uma dezena e meia de milhar de homens, mulheres e crianças foram barbaramente mortos pela aviação colonial portuguesa, que sobre si descarregou bombas de Napalm.

Perante um amplo e forte movimento reivindicativo dos seus direitos de liberdade e sobrevivência, que unia os camponeses dos centros agrícolas da Baixa de Kassanje, as autoridades coloniais lançaram a sua violência contra as populações daquela região, num genocídio que geraria a comoção geral e acenderia a chama rumo a vitória contra o colonialismo português.

A coragem daqueles homens, ressaltada na sua firmeza em não recuar perante a oposta tamanha violência, constituiu-se no germe gerador do movimento libertador que se despoletaria no 4 de Fevereiro de 1961 e culminaria no dia 11 de Novembro de 1975, com a proclamação da Independência Nacional.

Assistiram a cerimónia de abertura mais de duas pessoas, com realce para o vice-governador para o sector Técnico e Infra-estruturas, José Fernando Tchatuvela, o administrador do Cuito, Avis Agostinho Vieira, entidades religiosas e tradicionais, efectivos das Forças Armadas e Polícia Nacional, autoridades judiciais, entre outros convidados.

Assuntos Política   Província » Bié  

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