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28 Fevereiro de 2018 | 17h06 - Actualizado em 28 Fevereiro de 2018 | 17h20

Executivo aprecia nova proposta de lei de investimento privado

Luanda - O Conselho de Ministros apreciou hoje, quarta-feira, a proposta de Lei do Investimento Privado, que estabelece os princípios e as bases para facilitar, promover e acelerar a aplicação de capitais no país.

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Sessão Ordinária do Conselho de Ministros

Foto: Francisco Bernardo/ Jornal de Angola

A informação consta do comunicado de imprensa da 2ª sessão ordinária orientada pelo Presidente da República, João Lourenço.

A proposta de Lei do Investimento Privado visa facilitar a aplicação de capital por investidores internos e externos, bem como o regime de acesso aos benefícios e outras facilidades a conceder pelo Estado a este tipo de investimento.

Nesta sessão, o Conselho de Ministros criou a Agência para o Investimento Privado e Promoção das Exportações (AIPEX), órgão da administração indirecta do Estado que tem por finalidade promover os investimentos e as
exportações.

Explica que a AIPEX deverá fomentar e melhorar as potencialidades e oportunidades do país, bem como a competitividade das empresas nacionais nos seus processos de internacionalização.

Com a criação desta entidade, lê-se na nota de imprensa, pretende-se alterar o actual quadro institucional do investimento privado e o estabelecimento de um sistema único de gestão do processo, bem como da promoção e incentivo às exportações, em que o novo ente seja o interlocutor entre o Executivo e os investidores.

No domínio dos recursos minerais e petróleos, o Conselho de Ministros apreciou um diploma legal que aprova o Regime Jurídico e Tributário para o Desenvolvimento de Descobertas Marginais de Recursos Petrolíferos.

Este diploma, indica o comunicado, define os incentivos e o procedimento para a adequação dos termos contratuais e fiscais aplicáveis às Zonas Marginais Qualificadas.

O Conselho de Ministros apreciou também um outro diploma que estabelece os termos e condições aplicáveis à actividade de pesquisa adicional nas áreas de desenvolvimento, de modo a possibilitar a descoberta de recursos adicionais no âmbito de uma concessão.

Estes diplomas serão igualmente remetidos à Assembleia Nacional, para obtenção de autorização legislativa.

Ainda neste domínio, o Conselho de Ministros apreciou as regras e os procedimentos para os concursos públicos no sector petrolífero para a aquisição da qualidade de associada da concessionária nacional no processo de licitação para a contratação de bens e serviços, por parte dos investidores, contendo os prazos reajustados.

O órgão de consulta do Presidente da República se debruçou também sobre o Regime Jurídico do Abandono de Poços e Desmantelamento de Instalações de Petróleo e Gás, diploma que estabelece as regras e os procedimentos que a concessionária nacional deve ter em consideração, de forma a assegurar a integridade humana e ambiental, bem como garantir os meios financeiros necessários à cobertura das despesas decorrentes desta actividade.

O Conselho de Ministros analisou ainda um Decreto Presidencial que estabelece as Regras Anuais de Execução do Orçamento Geral do Estado.

A norma tem como finalidade a melhoria da qualidade da despesa pública, o aprimoramento dos mecanismos de prestação de contas, a garantia e a dinamização do processo de disponibilização de recursos financeiros para a aquisição de bens e serviços pelas unidades orçamentais e órgãos dependentes.

No quadro das acções que têm sido desenvolvidas com o objectivo de melhorar a qualidade da despesa pública, o Conselho de Ministros criou a Unidade Técnica de Contratação Pública e aprovou o respectivo Regulamento que institui a Figura do Gestor de Projecto ou de Contrato.

O Conselho de Ministros aprovou o Plano Director Geral Metropolitano de Luanda, instrumento de planeamento que integra o mapa de ordenamento do crescimento e das transformações a realizar na província de Luanda, de modo a assegurar que futuros investimentos públicos e privados estejam em consonância com um objectivo comum.

O Plano vai dotar a província de Luanda de mais infraestruturas técnicas e de equipamentos, escolas, unidades hospitalares, parques comunitários e outros, preservando o ambiente e o património cultural, bem como o seu carácter urbano e identidade, tornando-a mais

A reunião criou o Instituto Nacional de Obras Públicas, órgão que tem por objectivo regulamentar e supervisionar a qualidade e os critérios de elaboração dos projectos, técnicas de execução das obras de construção civil, bem como ocupar-se da concepção e elaboração dos projectos e fiscalização das obras da Administração Pública.

No âmbito da reforma da justiça, o Conselho de Ministros apreciou a Proposta de Lei que aprova o Código Penal Angolano, diploma legal que tutela os bens jurídicos essenciais à salvaguarda e desenvolvimento do Estado, das instituições e dos cidadãos que dele fazem parte.

Esta proposta integra a legislação dispersa sobre a matéria, de maneira a estabelecer uma política criminal e de reforma da justiça penal que contemple, fundamentalmente, respostas ao índice de crescimento da criminalidade, ao combate à corrupção, às drogas, ao crime organizado, ao crime de natureza cibernética, entre outros.

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