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09 Novembro de 2018 | 09h03 - Actualizado em 09 Novembro de 2018 | 11h26

Nacionalista destaca espírito patriótico no alcance da independência

Luanda - A importância do espírito nacionalista e o contributo de distintas figuras no alcance da independência nacional foi destacada quinta-feira, em Luanda, pelo presidente de direcção da "Associação Processo dos 50", Amadeu Amorim.

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Em declarações à imprensa no final de uma audiência concedida pela vice-presidente do MPLA, Luísa Damião, o presidente da direcção da associação referiu que o Processo dos 50 mostrou ao mundo que os angolanos queriam e estavam a lutar pela independência.

“O julgamento (em 1960) foi um “tiro no pé” que os colonialistas deram, pois catapultou o povo para a luta, lembrando que seguiram-se outras acções como o levantamento no Icolo e Bengo, na Baixa de Cassanje (Janeiro), o 4 de Fevereiro e o 4 de Março, culminando com a fuga dos estudantes da Casa do Império.

  

Apesar disso, Amadeu Amorim referiu que “todo o povo angolano sempre resistiu à colonização. Quando erradamente se diz que s portugueses ocuparam Angola cerca de 500 anos, não é bem verdade, porque estes estiveram mas não a ocuparam durante todo este tempo, porque povo foi resistindo continuamente até 1941 ou 1942.

Uma vez que, no ano de 2019, aproxima-se o 60º aniversário do célebre Processo dos 50 (29 de Março de 1959), os membros manifestaram a intenção igualmente de realizar um conjunto de actividades como assembleias, palestras, intervenções radiofónicas e entrevistas.

A intenção é de elucidar, sobretudo aos jovens, sobre os caminhos que levaram à  independência nacional.

“Muitos dos jovens não sabem da luta feita pelos heróis, por homens conhecidos e clandestinos, alguns dos quais transportados para São Tomé, onde acabaram por perder a vida “, argumentou.

Neste sentido, o presidente de direcção da “Associação Processo dos 50” disse  que o encontro serviu também para felicitar a vice-presidente do MPLA, Luísa Damião, por ter sido eleita ao cargo, que em seu entender “é uma condição pesada, uma vez que fica sob sua responsabilidade um partido, que não é qualquer um, mas o MPLA”.

Foi designado “Processo dos 50” a um conjunto de três processos políticos que se iniciaram a 29 de Março de 1959 com as prisões de vários nacionalistas angolanos, terminando em 24 de Agosto do mesmo ano com a última prisão.

Deve-se esse nome ao facto de Joaquim Pinto de Andrade ter enviado para o seu irmão que vivia no exterior, Mário Pinto de Andrade, um folheto denunciando a prisão de 50 nacionalistas.

A denúncia internacional destas prisões, deu a conhecer ao mundo o que se passava em Angola.

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