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05 Dezembro de 2018 | 19h37 - Actualizado em 05 Dezembro de 2018 | 19h36

Alvoroço instala-se no tribunal após leitura da sentença

Huambo - Um alvoroço incomum instalou-se no tribunal da província do Huambo, hoje, depois da leitura do acórdão do processo em que é acusado o cidadão Nelson Zidany Canganjo Agostinho, de 17 anos de idade, que a 10 de Julho deste ano matou, com golpes de faca, o capitão das Forças Armadas Angolanas (FAA) Walter Manuel Madruga, de 35 anos de idade.

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Em causa esteve o descontentamento da família do malogrado, em relação à pena aplicada, oito anos e um mês de multa, ao considerarem que a mesma é desproporcional.

Momentos depois do juiz da causa, Victor Salvador Daniel de Almeida, ter encerrado a sessão, os familiares da vítima se insurgiram de forma directa à mãe do autor do crime, acusando-a de ter sido a mandante.

Além das acusações, a mãe do condenado e outros parentes foram agredidos fisicamente, o que obrigou a intervenção da força especial dos Serviços Prisionais, impedindo que o alvoroço pudesse tomar contornos piores, ante a presença dos magistrados judiciais, do Ministério Público, a defesa, os diligentes de justiça e o réu.

“Embora nenhuma pena possa reaver a vida do meu filho, a sanção aplicada não reflecte os danos que o réu causou em dizimar um capitão das FAA, que lutou para a estabilidade política do país ao qual ainda continuou, antes da sua morte, a contribuir depois do conflito armado, como médico e professor universitário”, desabafou o pai do assassinado, Mário Gouveia.

Denunciou ainda o facto da família do condenado não ter comparticipado nas despesas do funeral, evocando ainda os danos morais e patrimoniais causados, estimados em 65 milhões de kwanzas, muito superior aos dois milhões e 900 mil kwanzas a ser pagos, segundo o acórdão do tribunal.

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