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07 Março de 2018 | 10h39 - Actualizado em 07 Março de 2018 | 13h30

Deputada exorta famílias ao diálogo permanente

Luanda - A presidente do Grupo de Mulheres Parlamentares, Luísa Damião, exortou as famílias angolanas a fazerem da tolerância, do diálogo, respeito e da compreensão mútuas as principais marcas da convivência familiar, para se evitar conflitos nos lares e casos de violência.

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Deputada Luísa Damião (arquivo)

Foto: António Escrivão

Ao falar numa mesa redonda, por ocasião do Dia Internacional da Mulher, que se assinala quinta-feira, disse ser necessário maior coesão no seio das famílias, na preservação dos valores culturais, na defesa de uma nova mentalidade e construção de uma sociedade onde perdure a paz espiritual, social e moral.

A deputada, que manifestou-se preocupada com a desestruturação das famílias e o aumento de casos de violência no seu seio, apelou os parceiros sociais e em especial as igrejas para em conjunto desenvolverem uma forte campanha de moralização da sociedade, fazendo ênfase na necessidade de coesão no seio das famílias, no combate à violência e na valorização das mulheres.

“Temos que cultivar o amor ao próximo, o respeito, a fraternidade, a harmonia, a dignidade, a tolerância, a responsabilidade, o respeito pelos hábitos, costumes e as nossas tradições e sermos uma boa referência para as novas gerações”, disse a deputada, que defende a conjugação de esforços para se ter cada vez mais famílias estruturadas, fraternas e felizes.

Notou que a violência doméstica constitui um problema social que tem estado a atingir níveis preocupantes, sendo as mais frequentes a física, psicológica, laboral, económica patrimonial e sexual.

“A violência contra as mulheres constitui uma das violações aos direitos humanos mais silenciados no mundo. O silêncio funciona assim como cúmplice da violência. Devemos incentivar a cultura da denúncia dos casos de violência para que os infractores sejam exemplarmente punidos”, vincou.

Lembrou que a existência em Angola de uma Lei contra a violência doméstica, constitui um ganho para as famílias angolanas e afigura-se como uma medida de grande alcance para a pacificação e harmonização dos lares, aliadas a outras medidas de educação para a prevenção.

Disse ser necessário desenvolver acções para a sua contínua divulgação, através de palestras, debates e até mesmo junto dos órgãos de Comunicação Social para que a mensagem chegue até aos pontos mais recônditos do nosso país.

Este ano, as comemorações do Dia Internacional da Mulher decorrem sob o signo do empoderamento das mulheres que constitui uma necessidade imperiosa.

De acordo com a presidente do Grupo de Mulheres Parlamentares, a ambiciosa agenda 2030 para o desenvolvimento sustentável adoptada pelas Nações Unidas “lembra-nos que o pleno empoderamento de meninas e mulheres é um dos impulsos mais poderosos para o desenvolvimento da humanidade”.

No que concerne à igualdade do género, entende ser uma tarefa que têm que alcançar com êxito no sentido de continuarem a fortalecer o papel das mulheres na vida política, económica e social nos diferentes escalões de modo a reduzir as diferenças de género.

Para si, a desigualdade entre homens e mulheres penaliza as sociedades. “A violência, a injustiça e os estereótipos que muitas mulheres sofrem enfraquecem a sociedade como um todo, além de privar as próprias sociedades de um considerável potencial de criatividade, força e confiança no futuro”.

Mas adiante, notou que a desigualdade de género não é apenas socialmente maléfica, mas também economicamente destrutiva.

Advogou por isso a promoção e o aumento de políticas públicas a favor das mulheres e a criação de centros de atendimento integral à mulhee que conte com serviços especializados, com um sector de prevenção e atenção contra a violência doméstica, e outro de apoio à mulher empreendedora, com ferramentas de estímulo ao pequeno negócio como o micro-crédito e a capacitação profissional.

Luísa Damião renovou o reconhecimento a cada uma das mulheres, pela sua insubstituível presença e participação nas suas comunidades e pelo seu protagonismo na construção de uma Angola próspera e democrática, com paz, progresso e justiça social.

A mesa redonda foi promovida pelo Grupo de Mulheres Parlamentares.

O Grupo de Mulheres Parlamentares é a forma de organização da Assembleia Nacional que visa o intercâmbio interno e externo das parlamentares com o objectivo de garantir a promoção da mulher e a adopção de mecanismos institucionais para o tratamento das questões relacionadas com a promoção da igualdade do género.

Assuntos Angola   Parlamento  

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