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13 Março de 2018 | 18h24 - Actualizado em 13 Março de 2018 | 18h42

Defendida transferência do mercado fronteiriço do Luvo

Mbanza Kongo - A necessidade da transferência do mercado fronteiriço do Luvo, para uma área que oferece maior segurança em termos de manobras policiais, foi defendida na segunda-feira, pelo segundo comandante provincial do Zaire da Polícia Nacional, Pedro André Nquiambi.

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Zaire: Sub-comissário Pedro André Nquiambii-2º Comandante da PN

Foto: Pedro Moniz Vidal

Zaire: Imigrantes ilegais da RDC detidos no Luvo

Foto: Pedro Moniz Vidal

Segundo o oficial, o local para as trocas comerciais entre cidadãos nacionais e do Congo Democrático (RDC), do lado angolano, não oferece grandes possibilidades para que as forças policiais exerçam a sua actividade de vigilância, patrulhamento e segurança da fronteira.

Pedro André Nquiambi falava na cerimónia de apresentação de 60 cidadãos da RDC, detidos por entrada ilegal no território nacional, e de 30 mil litros de combustíveis apreendidos durante uma tentativa de contrabando.

Reiterou a necessidade do encerramento das bombas de abastecimento de combustíveis que se encontram junto da fronteira do Luvo, frisando que a sua existência propicia também a entrada ilegal de cidadãos do país vizinho a Angola.

“O que tem provocado essas constantes violações da fronteira são também as bombas de combustíveis aqui no Luvo, porquanto os cidadãos congoleses atravessam a fronteira nacional para adquirirem este produto”, referiu.

O responsável disse que com a venda deste produto, os imigrantes ilegais da RDC adquirem o dinheiro para subornar certos cidadãos nacionais envolvidos nas redes de promoção e auxílio à imigração ilegal na região.

Na ocasião, a Polícia de Guarda Fronteira de Angola formalizou a entrega do combustível apreendido à Administração Geral Tributária (AGT) destacada no posto aduaneiro local, assim como a cedência dos 60  imigrantes ilegais, seis dos quais do sexo feminino, ao Serviço de Migração e Estrangeiros (SME) para o seu imediato repatriamento.

O mercado transfronteiriço do Luvo existe desde a década de 1980.

Por outro lado, o segundo comandante defendeu a necessidade de se potenciar a Polícia de Guarda Fronteira de Angola (PGFA), destacada no perímetro fronteiriço entre a província do Zaire e a República Democrática do Congo (RDC), com meios operativos modernos.

Pedro Nquiambi adiantou que as transgressões que ocorrem ao longo da fronteira, concretamente a imigração ilegal, contrabando de combustível e outros crimes conexos, preocupam os efectivos da corporação.

Localizada no extremo Noroeste de Angola, a província do Zaire partilha uma imensa fronteira com a RDC, calculada em 330 quilómetros, sendo 180 terrestres e 150 por via fluvial, através do rio Zaire.

Semanalmente, dezenas de cidadãos estrangeiros, maioritariamente congoleses democráticos, são interpelados e detidos pelas autoridades competentes, por tentativa de entrada ilegal no território nacional, com auxílio, em certos casos, de alguns cidadãos angolanos.

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