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16 Abril de 2018 | 15h55 - Actualizado em 16 Abril de 2018 | 17h03

Julgamento de Rafael Marques retoma dia 24 de Abril na PGR

Luanda - A segunda sessão de julgamento do activista angolano Rafael Marques e do jornalista Mariano Brás, acusados de "injúrias e ultraje a órgão de soberania", foi remarcada para a terça-feira, 24 de Abril, na sede da Procuradoria-Geral da República (PGR).

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Rafael Marques, Activista Político

Foto: Alberto Juliao

Julgamento do activista político Rafael Marques (à esq) e do jornalista Mariano Brás

Foto: Alberto Juliao

As autoridades judiciais justificam a realização da próxima audição na PGR, que deverá contar com a presença do ofendido (João Maria de Sousa), pelo facto deste ser magistrado jubilado e a Lei lhe conferir imunidades. As secções subsequentes deverão retomar no Tribunal Provincial de Luanda.

A primeira audição dos dois acusados aconteceu a 19 de Março último, sem a presença do queixoso, nem do seu advogado.

Rafael Marques comparece ao julgamento devido a um artigo publicado em Outubro de 2016, no portal Maka Angola, em que levanta suspeitas de corrupção contra o então procurador-geral da República (PGR), João Maria de Sousa.

No artigo, o activista denuncia um negócio alegadamente ilícito, realizado pelo antigo PGR de Angola, envolvendo um terreno de três hectares, em Porto Amboim, província do Cuanza Sul, supostamente para a construção de um condomínio residencial.

O processo envolve ainda um outro jornalista angolano, Mariano Brás, por ter publicado o mesmo artigo no seu jornal, "O Crime".

Salvador Freire, advogado de Mariano Brás, declarou nesta segunda-feira, à imprensa, estar convicto de que os réus serão absolvidos neste processo. “Esse é o nosso entendimento e faremos tudo para que isso aconteça”.

Já o activista e jornalista Rafael Marques disse não entender o porque da próxima audição se realizar exactamente na sede do Ministério Público que promove a acusação.   

Aferiu que isso é um facto que denota estranheza deste processo, porquanto a audiência será realizada na sede do Ministério Público que promove a acusação.

Entende que “tudo isso tem como objectivo impedir que as pessoas estejam presentes quando o senhor general João Maria fizer o seu depoimento. É isto que conspurca o zelo e a probidade das instituições do Estado. Não faz sentido nenhum”.

Para si, as imunidades do antigo procurador-geral da República não devem sobrepor-se ao dever de isenção que a justiça merece. “É essa a privatização das instituições do Estado que temos que combater”.

Assuntos Julgamento  

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