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19 Abril de 2018 | 20h05 - Actualizado em 19 Abril de 2018 | 20h05

Lesotho: General Nunda exorta tropa angolana a manter disciplina

Maseru - O chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas Angolanas (FAA), Geraldo Sachipengo Nunda, exortou aos militares angolanos destacados no Reino do Lesotho, no quadro da Missão da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), para manterem a disciplina e observarem o código de conduta estabelecido.

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O alto oficial das FAA dirigia-se aos efectivos angolanos na Missão da SADC para o Reino do Lesotho (SAPMIL), na sequência da visita realizada de domingo a quarta-feira ao Reino do Lesotho, onde constatou a situação dos efectivos.

Falou da necessidade dos efectivos cumprirem com rigor e disciplina a missão que destina-se a ajudar o Reino do Lesotho na sua estabilidade política, garantindo que as forças políticas encontrem a reconciliação, harmonia e o desenvolvimento.

Agradeceu pelo trabalho e dedicação demonstrados.

Consideração

O estado de prontidão das tropas angolanas na SAPMIL é bastante positivo e mereceu, das autoridades do Lesotho, um reconhecimento, segundo o chefe da Direcção Principal de Preparação de Tropas e Ensino do Estado-Maior General das FAA, Adriano Makevela Mackenzie.

Reafirmou o compromisso de Angola em cumprir com as suas obrigações, no quadro do mandato da SAPMIL.
As autoridades do Lesotho manifestaram o interesse no estreitamento das relações bilaterais, no quadro da Defesa, o que será uma boa perspectiva para as duas forças armadas.

Segundo o semanário “Lesotho Times”, um jornal local, o secretário principal do Ministério da Defesa e Segurança Nacional do Lesotho, coronel Tanki Mothae, garantiu que o governo do seu país pretende a permanência, por mais alguns meses, das forças da SADC, cuja missão inicial termina em Maio próximo.

Acrescentou que o governo do seu país reconhece os progressos alcançados pelas forças da SAPMIL, na formação de efectivos dos Serviços da Polícia Montada do Lesotho (LMPS), mas que há muito mais por se fazer em relação as forças de defesa do Lesotho (LDF), no quadro das recomendações da SADC.

Entretanto, uma cimeira da dupla Troika da SADC, integrando Angola, África do Sul, Namíbia, Swazilândia, Tanzânia e Zâmbia, devera ter lugar em Luanda de 23 a 24 do corrente mês para, entre outros, discutir a situação no Reino do Lesotho, para abordar, entre outros assuntos, a questão da extensão da missão da organização regional.

Durante a sua estada em Maseru, a delegação do Estado-Maior General das FAA, integrando oficiais generais das áreas de Educação Patrióticas, Logística, Finanças, Saúde, Preparação e Ensino, Cooperação Internacional e Inteligência, manteve encontros de cortesia com o vice-primeiro ministro local, Monyane Moleliki, com o ministro da Defesa e Segurança Nacional , Sentje Lebona, e com o chefe das Forças de Defesa do Lesotho (LDF), tenente-general Mojalefa Letsoela.  

O Reino do Lesotho é um país membro da SADC que se encontra em crise política, agravada pelo assassinato, por subordinados, de dois chefes das suas forças armadas em 2015 e 2017, o que levou as autoridades a solicitarem uma intervenção da organização regional.

A organização região desdobrou, em Dezembro último, um contingente de 269 membros, entre militares, polícias e peritos de inteligência e civis, com vista a ajudar a estabilizar o país.

Decorridos quase seis meses para o termo da missão, as autoridades do Lesotho manifestam o interesse de ver o mandato da SAPMIL prorrogado, alegando atrasos na criação de condições para a implementação do pacote de reformas globais recomendadas pela SADC, com vista a restaurar a paz e a estabilidade no país.

Assuntos Defesa  

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