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14 Maio de 2018 | 14h48 - Actualizado em 14 Maio de 2018 | 14h47

Portugal quer passar da cooperação técnico-militar para a de defesa

Luanda - O ministro português da Defesa, José Azeredo Lopes, afirmou nesta segunda-feira, em Luanda, ser o momento de se passar do nível técnico-militar para a cooperação no domínio da defesa com a Angola.

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José Azeredo Lopes, Ministro português da Defesa (à direita)

Foto: Joaquina Bento

Na abertura da 17ª reunião da comissão bilateral no domínio da Defesa, José Azeredo Lopes afirmou que o relacionamento ao nível da defesa e das forças armadas tem constituído uma das constantes mais sólidas, institucionais e leais da cooperação entre os dois países.

 
No balanço dos últimos três anos de cooperação enalteceu os avanços na reorganização da defesa nacional de Angola e das Forças Armadas Angolanas (FAA), colaborando na definição das suas bases conceptuais, doutrinárias, organizacionais e jurídico-legais.

Referiu-se ainda a colaboração na Escola Superior de Guerra que tem colocado Angola numa posição relevante na formação superior militar em África, bem como a assessoria nas Forças Especiais, garantindo um corpo promotor de paz, altamente treinado e apto para contribuir para a segurança do país e participar em missões internacionais.

Adiantou que se concretizou o apoio à Marinha de Guerra Angolana, ramo com papel nuclear na garantia da soberania e da autoridade do Estado angolano no mar, na vigilância territorial e no combate a tráficos diversos e ao terrorismo e na fiscalização, preservação e exploração regulada de recursos e dos espaços marítimos sob sua jurisdição.

Reporta o apoio à Academia Militar do Exército que forma a futura a elite militar angolana, o que justifica padrões elevados de qualidade do ensino e das instalações e no processo de criação e de edificação da Academia da Força Aérea Nacional.

O ministro português da Defesa considera essencial que a cooperação se estenda também na ciberdefesa, porquanto a vulnerabilidade de alguns sistemas pode ter efeitos devastadores nos cidadãos e nas instituições.

Defendeu a criação de condições concretas e reais para a participação conjunta das Forças Armadas Portuguesas e Angolanas em missões de paz e humanitárias, como forma de dar expressão aos compromissos por ambos assumidos para com os valores da estabilidade, da paz e da segurança.


Espera que se concretizem a cooperação nas áreas da indústria de defesa e militares e na da investigação, estabelecidas no acordo vigente.

Disse que as Forças Armadas e a Indústria de Defesa lusas possuem novas capacidades, mais modernas (comunicações, drones, vigilância marítima, fardamento, produtos químicos e farmacêuticos, desmilitarização, desminagem, entre outras), porventura ainda pouco conhecidas.

Adiantou que a cooperação entre os países reforça também o intercâmbio no seio da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP).

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