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26 Maio de 2018 | 01h56 - Actualizado em 26 Maio de 2018 | 02h08

Docente exorta reflexão sobre África nos vários domínios

Luanda - O docente universitário Osvaldo Mboco defendeu a necessidade de se repensar África nas mais variadas nuances, por formas a reduzir-se a dependência de produtos de países de outros continentes.

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Fernando Manuel - Historiador

Foto: Gaspar dos Santos

Osvaldo Mboco - Docente Universitário

Foto: Francisco Miúdo

Segundo o docente, desde as independências dos países do continente, África enfrenta os mesmos problemas, concretamente fome, miséria, débil saneamento básico, sistema de saúde, conflitos, entre outros.

Augura a implementação de um programa de industrialização do continente, de melhoria dos canais de comunicação, tal como estradas, caminhos-de-ferro, portos e aeroportos, para facilitar a livre circulação de pessoas, assim como o fluxo de mercadoria, e propiciar o desenvolvimento de África.

“Para industrializar, é preciso haver electricidade, enquanto para a transformação da matéria-prima, para o benefício do continente, é necessário a formação qualificada e profissional dos recursos humanos disponíveis. A África tem neste momento a maior percentagem da população mais jovem do mundo e, logo, tem força bastante de trabalho”, argumentou.

Aponta a pacificação do continente como prioridade para uma verdade integração regional, assim como para o crescimento e desenvolvimento uniforme deste.

Defende que não se pode pensar África apenas em efemérides ou quando acontece uma catástrofe.

O também analista político dissertou sobre “as implicações das crises pós-eleitorais no processo de democratização dos Estados africanos”, palestra realizada na Mediateca Zé Dú, pela Oficina do Conhecimento, no quadro do 25 de Maio, Dia de África.

Osvaldo Mboco disse que os processos eleitorais no continente são difíceis na sua gestão, devido aos conflitos pós-eleitorais.

Argumentou ainda que estes passam a ser complexos na gestão e publicação dos resultados finais, atendendo os diferentes interesses e o comprometimento dos envolvidos nos processos eleitorais.

As implicações decorrem de várias causas, tal como fraudes eleitorais, irregularidade nos processos, como as alterações constitucionais para manter a legibilidade a nível do poder, entre outras situações, explicou.

Por isso, o docente considerou fundamental que os processo eleitorais sejam transparentes, inclusivos e participativos e que a sociedade tenha a capacidade de fiscalizar as acções dos envolvidos no pleito.

Na sua óptica, a resolução de conflito depende, em grande parte, da forma como decorre o processo eleitoral e sua organização, tendo lembrado que, em África, estes conflitos são obstáculos para o desenvolvimento e crescimento económico e promovem à fome, miséria, débil saneamento básico, entre outros males.

Considerou fundamental o consenso político, o respeito pelas constituições e demais leis na resolução de eventuais conflitos.

A Oficina do Conhecimento é um projecto de palestras na comunidade, formado por académicos de diversas áreas do saber que pretendem incentivar e difundir a informação, capacitar e formar os jovens sobre diversos assuntos de interesse nacional, e não sou.

A Oficina do Conhecimento nasceu da necessidade de levar para às comunidades o conhecimento, visando estimular o interesse das pessoas sobre os assuntos que preocupam os angolanos.

O mesmo tem como objectivo principal manter o diálogo, realizar palestras e debates interdisciplinar que concorrem para a busca de condições e soluções dos assuntos do quotidiano.

Propõe-se ainda em estabelecer parcerias com entidades e órgãos do Estado, universidades públicas e privadas, entre outras instituições nacionais e internacionais.

Trabalho árduo

O historiador Fernando Manuel recomendou um trabalho árduo para os africanos, como uma das premissas para levar o continente para um bom "porto", tornando África num espaço bom para se viver.

O historiador Fernando Manuel dissertou na sexta-feira, na Casa de Cultura Njinga Mbandi, no distrito urbano do Rangel, sobre "África face aos desafios do desenvolvimento sustentável", para saudar o  Dia do Continente Berço da Humanidade, 25 de Maio.

Para o prelector, são grandes os desafios que se apresentam para África, no quadro do contínuo desenvolvimento que se almeja.

Sublinhou que África é o continente certo para se viver, tendo em conta os potenciais recursos e sua gente jovem que o tornam o continente do futuro.

Salientou que no passado, a África viveu muitas vicissitudes, tais como o tráfico de escravos, que durou cerca de três séculos (XVI a XIX), a sua partilha na conferência de Berlim (1984/1985), o saque, roubo e a pilhagem dos seus principais recursos naturais, entre outros males.

Frisou que com o andar do tempo, os africanos despertaram no sentido de lutarem contra as forças que dilaceravam os seus recursos.

O continente Berço da Humanidade celebra hoje 25 de Maios, 55 anos desde a criação, em Addis Abeba (Etiópia), da Organização de Unidade Africana (OUA), em carta assinada por 32 estados africanos.

África tem  54 países e aproximadamente 30,27 milhões de quilómetros quadrados de terra. É o segundo continente mais populoso do Mundo (depois da Ásia), com mais de 900 milhões de habitantes.

A palestra foi promovida pela WM Consultoria Lda, uma instituição angolana que se propõe em ajudar os estudantes, de distintas universidades, com metodologias inclusivas para, a curto prazo, melhorar a  capacidade de investigação científica.

A consultora tem como objectivo principal a prestação de apoio académico, cientifico, técnico e profissional, podendo servir para entidades individuais ou colectivas.

Assuntos Debate   Efeméride   África  

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