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03 Agosto de 2018 | 17h30 - Actualizado em 03 Agosto de 2018 | 17h27

Caso dos 500 milhões está na fase final - PGR

Luanda - A Procuradoria-Geral da República (PGR) poderá acusar, a qualquer momento, os arguidos envolvidos na transferência ilegal de 500 milhões de dólares norte-americanos do Banco Nacional de Angola (BNA) para uma conta no Crédit Suisse de Londres, na Inglaterra.

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Procurador-geral da República, Hélder Pitta Grós

Foto: Alberto Juliao

Trata-se de uma transferência realizada em 2017 em que estão, alegadamente, envolvidos o ex-governador do BNA, Valter Filipe, e o antigo Presidente do Conselho de Administração do Fundo Soberano de Angola, José Filomeno dos Santos.

O dinheiro foi transferido, sob pretexto de constituição de um fundo de investimento de 35 mil milhões de dólares a favor do Estado angolano, o que não aconteceu.

Segundo o procurador-geral da República, Hélder Pitta Grós, que nesta sexta-feira falou sobre o caso, “o processo está na fase final e em pouco tempo poderemos concluí-lo”.

Depois, prosseguiu o magistrado judicial, veremos se haverá factos que levem à acusação ou não dos envolvidos.

Na mesma ocasião, o procurador-geral esclareceu também a polémica à volta da notificação feita, recentemente, a ex-presidente do Conselho de Administração da Sonangol, Isabel dos Santos, para responder a dois processos em que está envolvida, um como ofendida e o outro como arguida.

Apesar de considerar que “não é muito importante ou de grande relevância” a ausência da empresária, referiu que a questão “é que não apresentou justificação”.

Reafirmou que a falta de comparência pode ocorrer com qualquer pessoa. Assegurou que o magistrado do caso vai voltar a notificá-la, a qualquer momento.

Isabel dos Santos iria também ser ouvida no quadro de um processo-crime instaurado pela PGR ao actual presidente do Conselho de Administração da Sonangol, Carlos Saturnino, alegadamente por difamação.

A 28 de Fevereiro último, o actual presidente do Conselho de Administração da Sonangol, Carlos Saturnino, acusou a empresária de ter gasto 135 milhões de dólares com consultoria e de ter autorizado uma transferência de outros 38 milhões, um dia depois da sua exoneração.

O gestor denunciou, igualmente, entre outras alegadas irregularidades, a existência de um suposto "caixa dois", para o processamento de salários fora do circuito normal de pagamentos.

Isabel dos Santos foi exonerada do cargo de presidente do Conselho de Administração da Sonangol a 15 de Novembro de 2017, depois de ter assumido as funções em Junho de 2016.  

Assuntos Angola   PGR  

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