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17 Agosto de 2018 | 12h26 - Actualizado em 17 Agosto de 2018 | 14h02

João Lourenço destaca importância dos trabalhos da Troika da SADC

Windhoek (Dos enviados especiais) - O Chefe de Estado angolano, João Lourenço, destacou nesta sexta-feira, em Windhoek, os trabalhos da dupla Troika da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) em prol da paz e da segurança na região.

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Presidente da República, João Lourenço

Foto: Alberto Juliao

Na qualidade de Presidente cessante do órgão de Cooperação Política, Defesa e Segurança da SADC, João Lourenço discursou na sessão de abertura da 38ª Cimeira dos Chefes de Estado e de Governo da comunidade, que decorre na capital namibiana, de 17 a 18 do corrente mês.

Durante a cimeira, o Presidente João Lourenço vai passar a presidência do órgão de Cooperação Política, Defesa e Segurança ao seu homólogo da Zâmbia, Edgar Lungu.

Na sua intervenção, o Chefe de Estado reconheceu o árduo trabalho da dupla troika, integrada por Angola, Zâmbia e Tanzânia.

Numa alusão ao trabalho do órgão que dirigiu por um ano, falou das diversas acções levadas a cabo com vista a manutenção da estabilidade, paz e segurança, fundamentalmente no Reino do Lesotho, República Democrática do Congo e Madagáscar.

No que diz respeito ao Reino do Lesotho, João Lourenço referiu que se envidaram todos os esforços no sentido de se alcançar o diálogo inclusivo nacional, entre o governo e todas as partes interessadas daquele país.

Para a manutenção da estabilidade no Lesotho, recordou que a SADC enviou uma missão de prevenção (SAPMIL), composta por 269 efectivos, com a finalidade de garantir a implementação integral das decisões do órgão regional, relativamente às reformas constitucionais, parlamentares, judiciais e de segurança.

Estes pressupostos, segundo João Lourenço, garantem a estabilização política e a melhoria da convivência social naquele país.

Recordou que durante a cimeira da Dupla Troika de Luanda, realizada em Abril do corrente ano, foi aprovada a extensão da missão da SAPMIL por um período de seis meses, de Maio a Novembro deste ano.

Neste sentido, apelou ao Governo do Reino do Lesotho e os partidos políticos a empenharem-se e colocarem em prática, o mais rápido possível, as reformas anunciadas, valorizando, deste modo, o sacrifício conjunto consentido pela região.

Quanto à RDC, informou que o órgão por si dirigido acompanhou o diálogo com vista à efectiva realização de eleições no país, a 23 de Dezembro deste ano, respeitando o calendário estabelecido e os acordos de São Silvestre, rubricado entre o governo congolês e as forças vivas.

Com o encerramento do período de apresentação das candidaturas para concorrer ao cargo presidencial, João Lourenço congratulou-se com este procedimento, pois cumpriu-se mais uma importante etapa do processo eleitoral.

No concernente à situação no Madagáscar, salientou que as missões realizadas pelo antigo presidente de Moçambique, Joaquim Chissano (mediador), resultaram em negociações entre os três principais partidos políticos, na nomeação de um novo primeiro-ministro e na formação de um governo inclusivo.

Uma das primeiras medidas destes resultados foi o anúncio de eleições para 7 de Novembro de 2018, na República do Madagáscar.

Relativamente à República do Zimbabwe, o estadista angolano fez uma apreciação positiva das eleições gerais, realizadas recentemente, embora haja o registo de incidentes pós-eleitores com a perda de vidas humanas.

O encontro dos líderes da SADC, que termina sábado, analisa questões de carácter político, económico e social do órgão, fundado a 17 de Agosto de 1992, em Windhoek (Namíbia).

A estratégia da SADC é a de um futuro comum, garantindo o bem-estar económico, a melhoria dos padrões e qualidade de vida, a liberdade e a justiça social, assim como a paz e segurança para os povos da África Austral.

Integram a SADC, Angola, África do Sul, Botswana, Namíbia, Tanzânia, República Democrática do Congo, Ilhas Maurícias, Ilhas Seychelles, Malawi, Swazilândia, Lesotho, Zimbabwe, Madagáscar, Moçambique e Zâmbia.

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