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16 Agosto de 2018 | 19h42 - Actualizado em 17 Agosto de 2018 | 12h29

Presidente João Lourenço orienta reunião da Troika da SADC

Windhoek (Dos enviados especiais) - O Chefe de Estado angolano, João Lourenço, preside nesta quinta-feira, em Windhoek (Namíbia), os trabalhos da reunião da Troika do órgão de cooperação para defesa e segurança da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC).

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Presidente da República, João Lourenço

Foto: Alberto Juliao

Participaram na reunião os Presidentes Edgar Lungo (Zâmbia) e Jhon Magufuli (Tanzânia), países que fazem parte da referida troika.

João Lourenço preside actualmente o órgão de cooperação para defesa e segurança da SADC e está na capital namibiana, desde hoje, para participar na 38ª Cimeira Ordinária dos Chefes de Estado e de Governo da organização regional, a decorrer de 17 a 18 do corrente mês.

No encontro da Troika, onde participa também o Presidente da África do Sul, Ciril Ramaphosa, nas vestes de Presidente da SADC, será feita uma avaliação sobre a situação política no Reino do Lesotho e na República Democrática do Congo, esta última que realiza eleições em Dezembro deste ano.

O mesmo analisa ainda a situação do Madagáscar e do Zimbabwé, países membros da comunidade.

Os Presidentes da RDC, Joseph Kabila, do Zimbabwé, Emerson Mnangagwa, e o antigo presidente de Moçambique, Joaquim Chissano, este na qualidade de mediador da situação no Madagáscar que vive um clima político conturbado, também participam da reunião da Troika.

A República de Angola vai cessar a presidência do órgão de cooperação para política, defesa e segurança da SADC, passando o testemunho para a Zâmbia.

Sobre a expectativa da 38ª Cimeira dos Chefes de Estado e de Governo da SADC, o ministro angolano das Relações Exteriores, Manuel Augusto, que se encontra em Windhoek, informou que vai abordar assuntos que dizem respeito à paz e segurança da região austral de África.

A estratégia da SADC é a de um futuro comum, de garantir o bem-estar económico, a melhoria dos padrões e qualidade de vida, a liberdade e a justiça social, assim como a paz e segurança para os povos da África Austral.

“Temos processos eleitorais em análise”, avançou o titular da pasta, numa referência aos que serão realizados ainda este ano na RDC e no Madagáscar, bem como o ocorrido recentemente na República do Zimbabwé.

No encontro, segundo Manuel Augusto, será endossado aos Chefes de Estado a decisão de tornar o 23 de Março como Dia da Libertação da África Austral, obedecendo um feriado nacional para os países que compõe essa região.

Actualmente, o 23 de Março é o dia consagrado a batalha do Cuito Cuanavale (Angola).

A África do Sul, que acolheu a última cimeira, em Agosto de 2017, assume actualmente a presidência da SADC, devendo, neste encontro de Windhoek, passar o testemunho ao país anfitrião (Namíbia).

A Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) surgiu da transformação da então SADCC, em 1992, com um conjunto de 15 nações, totalizando um PIB de cerca de 226 biliões de dólares e uma população de aproximadamente 210 milhões de pessoas.

Dela fazem parte Angola, África do Sul, Botswana, Namíbia, Tanzânia, República Democrática do Congo, Ilhas Maurícias, Ilhas Seychelles, Malawi, Swazilândia, Lesotho, Zimbabwé, Madagáscar, Moçambique e Zâmbia.

Outro assunto que vai dominar a agenda dos líderes está relacionado à transformação do Fórum Parlamentar da SADC em Parlamento Regional. Caberá ao presidente do parlamento angolano, Fernando da Piedade Dias dos Santos, apresentar os argumentos da transformação na cimeira.

O Fórum Parlamentar da SADC foi criado em 1997, como instituição autónoma da SADC e é composto por 14 parlamentos da região. Foi criado por ocasião da 17ª Cimeira dos Chefes de Estado e de Governo da Comunidade, realizada na cidade de Blantyre, Malawi.

Este órgão Parlamentar vem criando bases sólidas para a transformação em parlamento regional, desiderato que já dura há mais de 21 anos.

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