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22 Agosto de 2018 | 19h06 - Actualizado em 23 Agosto de 2018 | 10h32

Angola quer apoio chinês na formação das FAA

Luanda - O governo angolano solicitou hoje (quarta-feira), em Luanda, da República Popular da China apoio financeiro para continuar com o seu programa de formação, preparação e reequipamento dos quadros das Forças Armadas Angolanas (FAA).

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Angola e China realizam 5ª Reunião do Comité Conjunto de Cooperação de Defesa

Foto: Francisco Miúdo

Secretário de Estado para os Recursos Naturais e Infraestruturas, Afonso Carlos Neto

Foto: Francisco Miúdo

A solicitação de um apoio financeiro, segundo o secretário de Estado para os Recursos Materiais e Infra-estruturas do ministério angolano da Defesa, Afonso Carlos Neto, enquadra-se na cooperação e visão estratégia a longo prazo, para executar os projectos virados à formação, reequipamento e construção de recursos humanos, materiais e infra-estruturas.

A posição foi manifestada durante a abertura da 5ª reunião do Comité Conjunto de Cooperação da Ciência, Tecnologia e Indústria de Defesa Angola-China, na qual a parte chinesa esteve representada pelo vice-chefe da Administração Estatal de Ciência, Tecnologia e Indústria de Defesa Nacional da China, Xu Zhanbin.

O responsável angolano justificou a petição em face a persistente crise financeira mundial e a falta de um pacote de financiamento institucional, que estão a dificultar a execução de projectos e programas do sector da Defesa.

Sobre a solicitação de Angola, o responsável chinês assegurou que a “China está disponível e disposta” a cooperar com a parte angolana para aprofundar as relações bilaterais.

Concorda igualmente que durante a 5ª reunião ambas as partes discutam, na base do respeito mútuo entre os Estados, os projectos paralisados e definir um plano de trabalho futuro.

Além disso, durante a sua estadia até esta sexta-feira (dia 24), a delegação chinesa quer fortalecer a comunicação bilateral, promoção dos projectos da indústria militar chinesa, entre outros objectivos. 

A 4ª reunião do Comité Conjunto de Cooperação da Ciência, Tecnologia e Indústria de Defesa foi realizada em Beijing, a 18 de Setembro de 2015, e completada pela reunião extraordinária que teve lugar em Luanda, no período de 14 a 17 de Maio de 2016, na qual foi definido um conjunto de projectos e programas que serão analisados na reunião de Luanda.

As relações entre Angola e China datam de 1983, sendo o país da África Austral o maior parceiro comercial africano (desde 2007) deste Estado asiático, com quem coopera nos domínios militar, agrícola, académico, agro-industrial, infra-estrutural, petrolífero e tecnológico.

No quadro das boas relações bilaterais, o gigante asiático absorve cerca de metade do petróleo extraído em solo angolano, e conta com mais de 250 mil trabalhadores em Angola, sobretudo na construção e reparação de infra-estruturas, nomeadamente caminhos-de-ferro, estradas e habitações.

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