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26 Agosto de 2018 | 05h25 - Actualizado em 29 Agosto de 2018 | 10h26

Harare acolhe investidura de Mnangagwa

Harare (Dos enviados especiais) - A cidade de Harare prepara-se hoje (domingo) para acolher a cerimónia de investidura do Presidente eleito do Zimbabwe, Emmerson Mnangagwa, depois de um período de adiamentos, pelo facto da aliança MDC interpor recurso à Justiça, alegando fraude.

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Zimbabwe : tomada de posse do presidente Mnangagwa

Foto: Gaspar Dos Santos

Zimbabwe: Vista parcial da Cidade de Harare

Foto: Gaspar dos Santos

Eis a Cronologia das Eleições Presidenciais:

06 de Novembro de 2017: Emmerson Mnangagwa é exonerado do cargo de vice-presidente do Zimbabwe, por divergências com a primeira-dama Grace Mugabe, tendo deixado o país dois dias depois.

14 de Novembro de 2017: Ex-chefe do Exército do Zimbabwe lidera um golpe Estado, que encerra o reinado de Robert Mugabe, colocando-o em prisão domiciliar, o que força o ex-presidente de 93 anos a renunciar, uma semana depois, o poder.

22 de Novembro de 2017: Emmerson Mnangagwa regressa ao Zimbabwe.

24 de Novembro: Após breve exílio na África do Sul, Mnangagwa presta juramento como novo presidente do Zimbabwe e sucessor de Robert Mugabe.

28 de Novembro: Presidente do Zimbabwe, Emmerson Mnangagwa, demite o governo do antigo chefe de Estado, Robert Mugabe, mantendo apenas duas pastas ministeriais, além de dar um ultimato de três meses às empresas e aos particulares para trazerem ao país todo capital que ilegalmente levaram para o estrangeiro.

01 de Dezembro: Presidente nomeia novos integrantes do seu Executivo e reduz de 26 para 22 ministérios, com a fusão de funções que estavam duplicadas.

12 de Dezembro: Bureau Político da União Nacional Africana do Zimbabwe-Frente Patriótica (Zanu-PF), reúne e apresenta detalhes para a realização de congresso extraordinário.

23 de Dezembro: Ex-chefe do Exército do Zimbabwe, general Constantine Chiwenga, que liderou o golpe contra Robert Mugabe é nomeado vice-presidente da Zanu-PF.

28 de Dezembro: Emmerson Mnangagwa anuncia benefícios a serem concedidas a Robert Mugabe.

07 de Fevereiro de 2018: Morgan Tsvangirai, líder da oposição zimbabweana e presidente do Movimento para Mudança Democrática (MDC), encarrega antigo sindicalista Nelson Chamisa, para assegurar a liderança interina do partido, enquanto estiver em tratamento na África do Sul.

15 de Fevereiro: Morre Morgan Tsvangirai, em Joanesburgo, na África do Sul, vítima de um câncer.

11de Abril: Governo marca eleições gerais para Julho.

29 de Maio: Governo e União Europeia (UE) assinam Memorando de Entendimento (MOU) para o envio de missão de observação eleitoral.

30 de Maio: Presidente anuncia eleições gerais para 30 de Julho.

05 de Junho: Líder do MDC, principal partido da oposição no Zimbabwe, Nelson Chamisa, diz que pode ser obrigado a inviabilizar eleições gerais de 30 de Julho, caso não sejam satisfeitas exigências para reformas eleitorais e acusa o Presidente de planear o que chamou de “roubo eleitoral”, através de fraude.

14 de junho: Mnangagwa e o opositor Nelson Chamisa, e outros seis concorrentes, depositam os dossiers de candidatura para as presidenciais.

25 de Junho: Presidente Mnangagwa sofre atentado a bomba que resulta em 42 feridos.

04 de Julho: Dois suspeitos ligados ao atentado com explosivo contra o presidente são detidos.

20 de Julho: Robert Mugabe reaparece durante a jornada de reflexão anterior às eleições e garante que não votará naqueles que o "atormentaram", dando a entender que seu escolhido é Nelson Chamisa.

30 de Julho: Zimbabweanos votam, pela primeira vez.

31 de Julho: Presidente do MDC, Nelson Chamisa, reivindica “retumbante” vitória nas eleições gerais, em mensagem enviada através das redes sociais.

01de Agosto: Zanu-PF conquista maioria dos assentos no Parlamento, com 110 assentos e 41 para a Aliança MDC, segundo resultados parciais oficiais publicados pela Comissão Eleitoral.

01 de Agosto: Missão de observação da SADC congratula-se com o desenrolar pacífico e ordeiro das eleições.

01 de Agosto: Exército intervém contra protestos eleitorais; balanço provisório - um morto.

02 de Agosto: Mnangagwa Chamisa conversam sobre modalidades de pôr fim aos protestos pós-eleitorais, que resultaram em três mortes.

03 de agosto: Emmerson Mnangagwa vence eleições presidenciais, anuncia a comissão eleitoral - 2,46 milhões de votos (50,8%) contra 2,15 milhões (44,3%) para Nelson Chamisa.

07 de Agosto: Ministério dos Negócios Estrangeiros anuncia cerimónia de Tomada de Posse para 12 de Agosto, depois de ter marcado inicialmente para 08.

08 de Agosto: Secretário-geral da ONU, António Guterres, pede ao novo presidente do Zimbabwe, Emmerson Mnangagwa, e ao opositor, Nelson Chamisa, contenção e para levarem todos os diferendos à Justiça.

09 de Agosto: PR eleito descarta possibilidade de formação de um governo inclusivo.

10 de Agosto: MDC interpõe recurso e adia investidura do PR do Zimbabwe

16 de Agosto: Zanu-PF apresenta contestação contra o recurso interposto pela aliança MDC contra resultados eleitorais.

22de Agosto: País aguarda veredicto do Tribunal Constitucional sobre o recurso apresentado pela aliança MDC.

24 de Agosto: Tribunal Constitucional de Justiça do Zimbabwe confirma Emmerson Mnangagwa como presidente do Zimbabwe.

Assuntos Eleições   Zimbabwe  

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