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05 Setembro de 2018 | 18h31 - Actualizado em 05 Setembro de 2018 | 18h31

Analistas defendem nova dinâmica para o MPLA

Luanda - O futuro líder do MPLA tem o compromisso de imprimir uma nova dinâmica no desempenho do maior partido de Angola, defendeu, terça-feira, o político e académico angolano Mário Pinto de Andrade.

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O Presidente da República, João Lourenço, assume a liderança do MPLA próximo sábado

Foto: Cedida pela fonte

O igualmente militante do partido falava num debate promovido pela Televisão Pública de Angola (TPA), em vésperas da transferência da presidência do MPLA de José Eduardo dos Santos para João Lourenço, que ocorre no próximo sábado, 8 de Setembro.

A este propósito, Mário Pinto de Andrade defendeu uma “nova mentalidade” do MPLA para com os futuros desafios, ao mesmo tempo que endossou no  Presidente João Lourenço o compromisso de imprimir essa nova dinâmica.

O futuro do MPLA, de acordo com o político, passa, também, por uma renovação ao nível do Bureau Político e do Secretariado, para permitir que o partido seja continuamente ganhador e esteja cada vez mais inserido na sociedade.

“É necessário que a geração de José Eduardo dos Santos tenha a coragem de sair com ele”, disse Mário Pinto de Andrade, para quem o MPLA tem que contar com uma geração mais nova, capaz, competitiva e, também, mais patriótica.

Segundo Mário Pinto de Andrade, terminou no MPLA aquela fase em que quem não cumprisse descansava um ano, para, depois, ser nomeado para outras funções.

Por seu turno, o analista e militante do MPLA Manuel Miguel de Carvalho “Wadijimbi” aprovou uma eventual “mexida” no Bureau Político e no Secretariado do partido, “dentro do princípio da renovação na continuidade”.

Wadijimbi disse ser preciso dar-se um ar novo ao Bureau Político e ao Secretariado do MPLA, para permitir que o partido seja continuamente ganhador e seja cada vez mais inserido na sociedade.

Quanto às grandes mudanças que o futuro Presidente do MPLA pode introduzir no partido, Manuel Miguel de Carvalho realçou que a estratégia pessoal de João Lourenço só poderá ser concretizada no congresso ordinário de 2022.  

Um outro analista, o engenheiro agrónomo Fernando Pacheco defendeu que haja um “equilíbrio” entre as gerações, a fim de que a experiência dos mais velhos passe para os mais novos, e os programas partidários e de governação prossigam sem sobressaltos ou constrangimentos.

Quanto aos desafios de João Lourenço, o agrónomo Fernando Pacheco evocou a necessidade da mudança em determinados órgãos do Estado, que, para ganharem credibilidade, necessitam de ser despartidarizados, como os tribunais, os órgãos reguladores e as comissões eleitorais.

Fernando Pacheco saudou o facto de João Lourenço assumir a liderança do MPLA. No seu entendimento, só  na condição de líder máximo do partido será possível desencadear todo um processo que conduza a uma eventual revisão constitucional, uma das questões defendidas pelo analista.

No entendimento de outro convidado ao debate da TPA, o jurista Domingos das Neves, um dos grandes desafios de João Lourenço é dar rumo ao próprio MPLA, no plano ideológico.

O jurista defende que João Lourenço deverá “dar o sopro àquilo que é a opção ideológica do próprio partido MPLA, o socialismo democrático”.

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