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04 Setembro de 2018 | 19h30 - Actualizado em 05 Setembro de 2018 | 07h07

China intensifica financiamento à África

Beijing (dos enviados especiais) - A confirmação da vontade do Governo chinês de colocar à disposição dos países africanos 60 mil milhões de dólares norte-americanos marcou de forma simbólica a III Cimeira do Fórum de Cooperação China-África (FOCAC-2018).

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China: Sala geral da Cimeira China-África

Foto: Francisco Miúdo

O valor anunciado da abertura da Cimeira, em que Angola esteve representada pelo Presidente João Lourenço, vai servir para financiar o desenvolvimento no continente africano nos próximos três anos.

Ao nível bilateral, o Chefe de Estado angolano encontrou-se com o homólogo Xi Jinping.

No tête-à-tête o Presidente João Lourenço terá reafirmado a vontade de manter e fortalecer as relações de amizade e cooperação entre os dois países.

No seguimento dos contactos bilaterais, à margem da Cimeira, o Chefe de Estado angolano reuniu-se com o secretário-geral da ONU, António Guterres, que no final fez uma referência à acção de Angola no quadro internacional e na defesa do multilateralismo.

No último dia da Cimeira, João Lourenço participou na Reunião de Mesa Redonda com mais de 50 líderes.

No encontro, o Presidente sugeriu o aumento do investimento directo de empresas chinesas na produção de bens de consumo em Angola.

No rescaldo da Cimeira, o ministro angolano das Relações Exteriores, Manuel Augusto, afirmou que o país vai se candidatar aos 60 mil milhões de dólares colocados à disposição dos Estados africanos pela China.

China e África unidos pelo mesmo plano de acção

O encontro, que decorreu entre os dias 3 e 4, adoptou uma declaração de princípios que vai nortear a cooperação China-África e o respectivo plano de acção para o período 2019/2025.

No plano quinquenal, a referida declaração estabelece acções direccionadas aos sectores da agricultura, segurança alimentar, desenvolvimento de infra-estruturas, recursos humanos e transferência de tecnologia.

Entretanto, a grande novidade desta Cimeira é a integração, no plano de acção, de projectos que apontem para uma componente de desenvolvimento com ganhos recíprocos.

A Cimeira China-África aconteceu pala segunda vez em solo chinês, depois de 2006. É uma plataforma de consultas e diálogo colectivo.

O continente africano é um parceiro estratégico da China, tendo o comércio entre as partes totalizado, em 2014, 200 mil milhões de dólares.

A China é receptora de 28 por cento das exportações de petróleo proveniente de África.

A organização do FOCAC 2018 escolheu o lema ”China e África, rumo a uma comunidade cada vez mais forte, com futuro partilhado através da cooperação com ganhos mútuos”.

PR parte de regresso para Luanda

O Presidente João Lourenço embarcou na noite desta terça-feira de Beijing para Luanda, após ter participado no FOCAC-2018.

Empossado em Setembro de 2017, João Lourenço esteve três dias na capital chinesa à frente de uma delegação que integrou os ministros das Relações Exteriores, Manuel Augusto, das Finanças, Archer Mangueira, entre outros funcionários do Estado.   

Nessa deslocação João Lourenço esteve acompanhado da primeira-dama, Ana Dias Lourenço.

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