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03 Setembro de 2018 | 07h53 - Actualizado em 03 Setembro de 2018 | 13h07

Moco afirma que João Lourenço vai mudar Angola

Luanda - O antigo secretário-geral do MPLA, Marcolino Moco, avaliou positivamente, neste domingo, o desempenho do Chefe de Estado angolano, João Lourenço, no seu primeiro ano de mandato, e afirmou que as medidas estratégicas por si adoptadas "vão mudar Angola".

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Político e académico Marcolino Moco

Foto: Pedro Parente

Ao responder a um questionário da Angop sobre o primeiro ano de governação do terceiro Presidente da República e futuro líder do MPLA, Moco referiu que a abertura na comunicação social pode induzir à ideia de que as coisas pioraram no país, mas as medidas implementadas por João Lourenço são animadoras.

Embora se trate do começo do mandato, o ex-primeiro-ministro de Angola disse acreditar que os sinais dados até aqui pelo Chefe de Estado "não o foram apenas por uma questão táctico-operativa para consolidar o seu poder pessoal, para tudo regressar ao mesmo".

“Isso seria fatal para o país e para o próprio papel que a História lhe depositou nas mãos”, sublinhou o também antigo secretário-executivo da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP).

Marcolino Moco apontou a abertura dada à comunicação social como o “mais importante acto” político de João Lourenço, porque permitiu "destapar as mentiras" difundidas em outras eras, sobretudo no domínio da saúde, educação, do saneamento básico e das obras públicas.

Moco destacou, ainda, o combate à impunidade dos chamados “crimes de colarinho branco”, a despartidarização da função presidencial, a preocupação com as questões da diversidade político-regional e sócio-cultural do país e a maior seriedade na execução do programa de estabilização económica.

Na sua avaliação, Moco ressaltou, também, a forma corajosa como o Chefe de Estado angolano encarou a “necessidade imperiosa de se desfazer do espartilho”, ou seja, do que chama o "golpe em que o seu antecessor o queria deixar amarrado, nos domínios político, económico e militar-securitário".

Num outro trecho da entrevista, Marcolino Moco advertiu que João Lourenço precisará manter a estratégia iniciada depois da sua investidura, a 26 de Setembro de 2017, se quiser materializar o desiderato de mudar o país.

A seu ver, trata-se de um político que já demonstrou ter capacidade para transformar Angola, sem sacrificar os interesses da Nação aos restritos interesses do MPLA e de alguns dos seus dirigentes.

Esse foi, para si, um dos maiores factores das distorções graves que foram acontecendo no país, especialmente depois do fim da guerra civil, em Fevereiro de 2002.

Quanto ao futuro do MPLA, depois do congresso que marcará o fim de mais de 30 anos de liderança de José Eduardo dos Santos, Moco disse ser difícil adivinhar o que poderá suceder, mas afirmou que o partido será aquilo que os militantes quiserem, o que o génio do seu novo líder orientar e o que Angola vier a permitir.

O MPLA realiza o seu VI Congresso Extraordinário no próximo sábado, 8 de Setembro, e João Lourenço é o candidato único à liderança do partido.

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