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13 Setembro de 2018 | 17h34 - Actualizado em 18 Setembro de 2018 | 19h42

Rituais tradicionais dominam exéquias de Kofi Annan

Acra (Dos enviados especiais) - O Vice-presidente da República, Bornito de Sousa, participou nesta quinta, em Acra (Ghana), nas exéquias do antigo secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Kofi Annan, marcadas por rituais tradicionais e de cultura clássica ocidental.

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GHANA: Líder de uma das Tribos do país presta homenagem a Kofi Annan

Foto: Rosário dos Santos

GHANA: Homenagem a Kofi Annan

Foto: Rosário dos Santos

Falecido a 18 de Agosto último, na Suíça, aos 80 anos de idade, Kofi Annan foi, entre 1 de Janeiro de 1997 a 1 de Janeiro de 2007, o sétimo secretário-geral da ONU. O seu enterro acontece nesta quinta-feira.

Bornito de Sousa encontra-se desde quarta-feira na cidade de Acra, capital do Ghana, a representar o Chefe de Estado angolano, João Lourenço.

As exéquias decorrem sob a designação de "celebração do ícone global", no Centro Internacional de Conferências de Acra (Ghana).

O Chefe de Estado do Ghana, Nana Akuffo Addo, o secretário-geral da ONU, António Guterres, assim como os Presidentes da Libéria, Zimbabwe, Cote D'Ivoire, Namíbia, Níger, entre outros estadistas africanos e europeus, participaram da homenagem.

Os antigos estadistas do Ghana, Jerry Rawling, e de Moçambique, Joaquim Chissano, transmitiram condolências a viúva, Nane Maria Annan, e familiares.

Durante as exéquias, que contou com culto religioso, cânticos clássicos e gospel, destacou-se a vida e obra de Kofi Annan.  

Kofi Annan Foi laureado com o Nobel da Paz em 2001, pela criação do Fundo Global de Luta Contra a Sida, Tuberculose e Malária que tem como finalidade ajudar países em desenvolvimento, nos seus esforços para cuidar do povo.

Em mensagem enviada ao actual secretário-geral da ONU, António Guterres, o  Presidente de Angola, João Lourenço, lamentou a morte  de Kofi Annan, considerando "justo" destacar a "habilidade diplomática" e o "papel relevante" do diplomata ghanense.

Enalteceu o papel de Kofi Annan, marcado por processos que conduziram à paz em diferentes países, como Angola, Timor-Leste e nos Balcãs, bem como o empenho em reformar e renovar a ONU, com o objectivo de a tornar mais representativa dos povos dos diferentes continentes.

João Lourenço recordou que, sob o consulado de Kofi Annan, foi aprovada a Missão de Observação das Nações Unidas em Angola (MONUA), destacando também a visita feita ao país com o objectivo de apaziguar as tensões existentes e assegurar um cessar-fogo duradouro.

Após deixar a ONU, foi enviado especial das Nações Unidas para a Síria, onde liderou os trabalhos para se encontrar uma solução pacífica para o conflito.

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