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20 Outubro de 2018 | 21h02 - Actualizado em 20 Outubro de 2018 | 21h01

Dirigente do MPLA incentiva mulheres a participarem do momento político actual

Benguela - O primeiro secretário do MPLA em Benguela, Rui Falcão, incentivou, neste sábado, as mulheres da província a participarem do actual momento político do país, alicerçado no combate à corrupção, nepotismo e impunidade, como principal bandeira da liderança do Presidente da República, João Lourenço, de modo a que todos angolanos saiam beneficiados.

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Benguela: Primeiro Secretário Provincial do MPLA em Benguela, Rui Falcão.

Foto: Pedro Parente

Rui Falcão fez este apelo durante um encontro de auscultação com mulheres filiadas na organização feminina do MPLA, a OMA, provenientes dos 10 municípios da província, onde, bastante aplaudido, ouviu as inquietações de cada municipalidade e deu respostas, o que comoveu as participantes que lotaram o Pavilhão Acácias Rubras, que conta com 2.050 lugares sentados.

Entre as inquietações da generalidade dos dez municípios, constam a recuperação das vias de acesso, instalação de moageiras em todos os municípios e a viabilização de mais postos de trabalho para as mulheres.

A necessidade do governo da província intervir junto da empresa de Água e Saneamento de Benguela para correcção do actual tarifário que consideram exagerado, melhor gestão dos medicamentos nas unidades sanitárias, incremento de medidas de fumigação nos diversos municípios e a instalação de centros de acompanhamento e refrescamento das parteiras tradicionais em todos municípios, são outras inquietações apresentadas a Rui Falcão.

As mulheres filiadas na OMA solicitaram ainda o pagamento dos subsídios dos alfabetizadores, que desde 2015 não recebem os seus ordenados, o que terá motivado, segundo elas, a desistência de grande parte destes, comprometendo em muitas zonas o processo de aprendizagem.

A melhoria dos sistemas de água e energia eléctrica, a abertura de mais bancos comerciais no interior da província, a construção de centros de artes e ofícios, nomeadamente nas áreas de decoração, cozinha, pastelaria e costura, fazem ainda parte das preocupações, cujos informes foram entregues ao primeiro secretário do partido no poder em Benguela. 

Em resposta, o político conquistou a plateia ao apelar para a denúncia daqueles servidores públicos que ainda teimam em aproveitar-se dos bens que a todos diz respeito.

“Em 2018, o Estado tem estado a pagar as suas dívidas, porque queremos terminar o ano sem deixar dívidas e os empresários locais sabem disso”, afirmou.

Aliás, acrescentou, “todos nós não devemos ter medo de nada e se há desvios dos recursos públicos, não podemos esperar só pela polícia, temos que denunciar, sem temer nada”.

Por outro lado, pediu que as comunidades fiquem descansadas, porque o governo de Benguela já recebeu os recursos para pagar os subsídios de todos os alfabetizadores, referentes ao ano de 2015 e, brevemente, vai receber os do ano seguinte (2016), havendo também garantias do pagamento da dívida de 2017.

Esclareceu que os alfabetizadores eram subsidiados por uma organização não-governamental internacional (não revelada) que se viu incapaz de dar sequência ao processo, situação que o Executivo resolveu corrigir, através da assumpção dessa responsabilidade.

Sobre a problemática do emprego e cedência de créditos bancários, disse que isso passa por duas prioridades, sendo primeiro necessário acabar com a burocracia na cedência de títulos de propriedade de terra, capazes, por um lado, de permitir que mais investidores entrem na província para criarem empregos, por via da construção de unidades de produção e, por outro lado, dar fiabilidade à banca que o interessado ao crédito possa hipotecar parte do seu terreno, desde que esteja legalizado pelas autoridades competentes.

Para si, é inadmissível que haja pessoas com 50 mil hectares de terra em seu nome, sem, no entanto, qualquer aproveitamento, daí que o governo quer disciplinar essa situação dos latifundiários que não aproveitam a terra, mas que não deixam ninguém usá-la, mesmo em benefício das famílias camponesas.

Considerou inadmissível que quem trabalha na agricultura familiar não tenha o título de propriedade da terra, situação cuja correcção, do seu ponto de vista, constitui prioridade para as autoridades.

“O Executivo está a trabalhar nisso, porque considera que a terra deve ir para quem a trabalha, daí que a 'banga’ (ostentação) vai acabar quando se passar a cobrar impostos sobre a terra”, enfaztizou.

Ainda assim, assumindo-se não ter nada contra os ricos, lançou um apelo para que criem fábricas e outros centros de produção para dar emprego a quem necessita.

Sobre as dificuldades na obtenção de Bilhete de Identidade, informou que o ministério da Justiça e dos Direitos Humanos alterou os procedimentos electrónicos, situação que leva à paralisação da produção local do documento.

Indicou que neste momento a província só está o recolher dados e envia-los à Luanda, única cidade que está a produzir, por enquanto, o documento.

No que toca ao consumo de água, lembrou que as autoridades estão a trabalhar no sentido de criar um gabinete de regularização do sector, para acabar com os actuais constrangimentos consubstanciados na fraca resposta às necessidades reais de consumo.

“Benguela está a consumir 100 porcento da água tratada (anda a volta de um milhão de metros cúbicos/dia), por isso estamos a trabalhar com vista a criação de um gabinete de regularização no rio Catumbela”, esclareceu.

Iindicou que o governo da província não se esqueceu das pessoas instaladas nos Cabrais (centro de acolhimento dos deslocados das chuvas de Março de 2015), tendo sido já avançados contactos com o titular do Poder Executivo e o director geral da Sonangol, no sentido do ramal que vai abastecer a Refinaria do Lobito venha a servir igualmente aquele aglomerado populacional.     

O encontro de auscultação, o primeiro do género este ano, foi realizado por iniciativa do primeiro secretário do MPLA, no quadro da aproximação das estruturas directivas às bases.

Além da OMA, participaram do encontro, deputados do círculo provincial, responsáveis do aparelho local do governo, autoridades tradicionais, entre outras entidades.

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