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04 Janeiro de 2019 | 22h07 - Actualizado em 05 Janeiro de 2019 | 04h48

Executivo reafirma compromisso na execução de acções para o desenvolvimento

Malanje - O Executivo angolana vai continuar a executar medidas que visam garantir o desenvolvimento económico e social do país, melhorar as condições sociais e o nível de vida da população, bem como moralizar a sociedade e repor a autoridade do Estado.

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Essa posição foi manifestada hoje (sexta-feira), no município do Quela, província de Malanje, pelo ministro dos Antigos Combatentes e Veteranos da Pátria, João Ernesto dos Santos “Liberdade”, ao intervir no acto central do 4 de Janeiro, dia dos Mártires da Repressão Colonial da Baixa de Cassanje.

Precisou que o combate às más práticas que ainda enfermam a administração do Estado, como a corrupção, nepotismo, impunidade, esbanjamento, desvio do erário público e outras são apenas algumas das várias medidas reafirmadas pelo ministro que continuarão a ser tidas em conta pelo Executivo.

Disse, por outro lado, constarem da agenda do Executivo outras acções tendentes a reduzir as assimetrias regionais e proporcionar condições para o desenvolvimento harmonioso do país, pelo que está a ser prestada maior atenção aos sectores da saúde, educação, agricultura, energia e água, habitação, construção de infra-estruturas rodoviárias e outras que vão proporcionar melhorias no progresso do país e na qualidade de vida dos angolanos.

Relativamente a 4 de Janeiro de 1961, João Ernesto dos Santos disse que a data deve constituir-se num ponto de referência comum para a reflexão que se impõe em torno  do longo percurso trilhado pelo povo angolano até a conquista da Independência Nacional, a 11 de Novembro de 1975, por isso deve-se comemorar com fervor e sentido patriótico e com alto sentido de solidariedade para com as populações da Baixa de Cassanje.

Por sua vez, o governador de Malanje, Norberto dos Santos “Kwata Kanawa”, reconheceu a bravura de milhares de camponeses angolanos mortos nesse dia pelos colonialistas portugueses, acrescentando que o governo provincial tem trabalhado no sentido de atender as necessidades dos antigos combatentes e veteranos da pátria e seus dependentes.

Numa mensagem, os sobreviventes do massacre da Baixa de Cassanje pediram ao Executivo a retomada do 4 de Janeiro como feriado nacional, bem como a construção do monumento histórico do Teka-dia-kinda, onde serão colocadas figuras promotoras da revolta da repressão colonial, prometido pelo governo angolano há 40 anos por altura da visita do primeiro presidente de Angola, Agostinho Neto à referida localidade.

Solicitaram ainda o enquadramento dos sobreviventes do 4 de Janeiro de 1961, nos antigos combatentes e veteranos da pátria, para que possam beneficiar de pensões e fundo de velhice.

O acto central decorreu sob o lema “Com o espírito do 4 de Janeiro, construamos um país estável” e culminou com a oferta de bens e instrumentos agrícolas às autoridades tradicionais e camponeses sobreviventes do massacre da Baixa de Cassanje.

Numa outra actividade em alusão a data, no Cuito (Bié), o governador Pereira Alfredo referiu que uma melhor e mais adequada distribuição da riqueza nacional contribuirá, a médio prazo, para a eliminação das desigualdades sociais nas famílias, sendo esta a melhor forma de honrar o sacrifício dos mártires da Baixa de Cassange.

Pereira Alfredo realçou ainda a necessidade da construção de mais infra-estruturas socioeconómicas, entre escolas, hospitais, aeroportos, indústrias, sistemas de energia eléctricas e de abastecimentos de água potável com vista a melhorar a qualidade de vida das populações, bem como a criação de mais postos de empregos.

No Cuanza Norte, o director do gabinete provincial dos Antigos Combatentes e Veteranos da Pátria, Guilherme Sebastião Neto, referiu-se aos sacrifícios consentidos pelos mártires da repressão colonial como constituindo uma mola impulsionadora para os desafios da independência, reconstrução e unidade nacional.

Em Cabinda, o docente do Instituto Superior de Ciências de Educação (ISCED) António Maria Mpassa destacou a importância da bravura demonstrada pelos camponeses angolanos que culminou com o massacre na Baixa de Cassanje.

Lembrou que a bravura dos camponeses, cansados do jugo colonial português, decidiram  tomar o rumo para uma luta sem tréguas, que impulsionou a conquista da Independência Nacional.

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