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23 Janeiro de 2019 | 00h18 - Actualizado em 23 Janeiro de 2019 | 16h57

Governador quer gestão participativa em Benguela

Benguela - O governador de Benguela, Rui Falcão, pediu nesta terça-feira, aos seus conselheiros, que prestem uma contribuição profícua, visando a melhoria da qualidade governativa para o rápido desenvolvimento económico e social da província.

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Rui Falcão - Governador de Benguela (arquivo)

Foto: Evaristo Joaquim

Em breves declarações na cerimónia de empossamento dos membros do Conselho Provincial de Concertação Social, o governante informou que o mesmo é um órgão representativo, capaz de transmitir a real opinião da comunidade benguelense.

“Por isso, aguardo que, com espírito aberto, construtivo, respeito pela pátria e amor ao próximo, possamos contribuir para uma Angola melhor”, disse.

Por seu lado, o conselheiro Jaime Azulay referiu que os problemas de Benguela estão por demais identificados, porque “vimos como tudo foi se degradando”.

Jornalista de profissão, o conselheiro afirmou que, apesar das conclusões deste conselho não serem vinculativas nem deliberativas, traduzir-se-ão num debate amplo, ouvindo o que a sociedade tem a dizer sobre os problemas que afligem Benguela.

“É bom quando se ouve o que a sociedade quer dizer”, disse.

Questionado sobre a problemática de legalização e/ou distribuição de terrenos, muito frequente na cidade capital da província, salientou que o estado falhou na sua função e que sempre que este deixa de assumir as suas competências, o cidadão comum, muitas vezes, tem tendência de tomar iniciativas que colidem com as normas legais, daí que as autoridades devem tomar a dianteira do ponto de vista organizativo.

Para si, este conflito de terras é consequência da falência dos órgãos da administração pública, que deveriam chamar a si essas questões. “Vivo essa realidade como jurista e advogado, não consigo legalizar um terreno em que existe uma casa de madeira há mais de 10 anos”, disse.

Por seu lado, Manuel Monteiro, membro da sociedade civil e empresário agrícola, igualmente empossado como membro do Conselho Provincial de Concertação Social, indicou que o governo de Benguela está reperfilado nos objectivos do governo central, daí ter o seu próprio programa de acção por cumprir, onde as principais linhas vão para os sectores da saúde, educação, o combate ao desemprego, formação de quadros, entre outros que constituem preocupações por resolver.

Quanto ao funcionamento deste órgão consultivo, acredita que os conselhos ao governador da província serão dados nos momentos oportunos e, sendo residente e conhecedor da província, tudo vai fazer para melhoria da governação de Benguela, uma vez que são conhecidas as áreas que preocupam mais os habitantes da província.

Falando especificamente da sua área de actuação (agro-pecuária e pesca continental), lamentou que mais de três mil toneladas de tomate se tenham estragado, o ano passado, devido a falta de escoamento e a praga denominada Tuta Absoluta, que afecta Benguela e parte das províncias do Namíbe e do Bié.

Ainda assim, acrescentou, em 2018 obteve uma colheita na ordem das 4.000 toneladas de banana, cuja distribuição conheceu vários condicionalismos, devido as obras que decorrem na EN nº 100, desde 2017, e cuja circulação acarreta muito prejuízo, a julgar pelo alto custo das peças de reposição.   

O conselho conta com 62 membros, entre vice-governadores, directores províncias, representantes da sociedade civil, de instituições académicas, religiosas e empresariais, 57 dos quais tomaram posse.  

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