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25 Janeiro de 2019 | 11h28 - Actualizado em 25 Janeiro de 2019 | 12h36

INAD suspende operação de desminagem na EN100

Benguela - Por falta de meios logísticos de operacionalização das suas brigadas, o Instituto Nacional de Desminagem (INAD) suspendeu nos últimos dias os trabalhos de desminagem, verificação e acompanhamento das obras de reabilitação na Estrada Nacional nº 100, no troço entre o Lobito e a localidade do Eval-Guerra.

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Especialista em remoção de engenhos explosivos

Foto: António Escrivão

A informação foi prestada hoje, sexta-feira, à Angop, pelo diretor do Gabinete Provincial do INAD, Paulino Agostinho Diu, afirmando que o troço compreende uma distância de 120 quilómetros, abrangendo as províncias de Benguela e do Cuanza Sul.

Segundo o responsável, está igualmente interrompida a operação de desminagem na zona urbana e industrial do Culango (Lobito) e da Catumbela, aguardando-se por aprovisionamento, visando a conclusão das actividades, agendadas para 2019.

“ O INAD, por inerência da sua função, acompanhou até Dezembro de 2018 os trabalhos na EN 100, consubstanciada na remoção e escavações de inertes em vários pontos e, na eventualidade de surgir engenhos explosivos, fazia a sua remoção”, sublinhou.

Acrescentou que a finalização dos trabalhos está condicionada à disponibilização de recursos financeiros, com vista a assegurar a permanência das equipas e dos meios técnicos, faltando desminar uma área de dois milhões 451 mil e 319 metros quadrados, correspondente a dois porcento de um universo de 160.000.000m2.

Paulino Diu explicou que a operação de desminagem da nova zona urbana e industrial do Lobito resulta da solicitação do então Governador de Benguela, Isaac dos Anjos, ao Coordenador da Comissão Executiva de Desminagem, com vista a atrair ao local infra-estruturas sócio-económicas.

Referiu que o INAD iniciou a operação de desminagem nessa área que se apresentava bastante complexa, tendo em conta a presença de répteis venenosos, relevo irregular, vegetação espinhosa, sistema de minagem aleatório, no qual foram executados em 98,5 por cento dos trabalhos, que resultou no loteamento de parte considerável do terreno, actualmente considerado livre de minas.

Em consequência do trabalho já realizado, um número considerável de infra-estruturas sócio-económicas já foram erguidas, tais como o bairro social dos Cabrais, nova unidade prisional, a instalação de duas bombas de combustíveis, para além de outros que se deslumbram imponentes.

De acordo com o responsável, o INAD prevê ainda arrancar este ano com a desminagem as 75 áreas já identificadas desde 2007, no âmbito do processo de levantamento de impacto económico de minas (LIS), localizadas nos 10 municípios da província.

“Após conclusão das duas tarefas interrompidas em Dezembro último, vamos passar à fase de confirmação dessas áreas, tendo em conta o longo tempo e que, eventualmente, tais áreas podem representar um elevado grau de perigosidade”, disse.

Com efeito, em 2018 o INAD recebeu (33) trinta e três solicitações, destas foram atendidas 28, que resultaram na limpeza de 20 mil metros quadrados, remoção e destruição de sete minas anti-pessoal, uma anti-tanque, 90 engenhos explosivos, 152 munições e 910 metais.

Esclareceu que tais acções surgem na sequência de denúncias de entidades governamentais e pessoas singulares, quando detectam a existência de objectos estranhos, por constituírem perigo às populações, sendo prontamente removidos e destruídos por equipas especializadas em desactivação de minas e de engenhos explosivos.

Sobre os acidentes com minas, adiantou que ocorrem de forma esporádica em toda a extensão da província, tendo como maior dificuldade o facto dessas áreas não estarem mapeadas, por não ter havido tempo, devido a natureza do conflito armado que o país viveu.

“De 2002 até 2010, o INAD registava 2 a 3 acidentes/mês, mas actualmente o quadro se traduz  no registo 2 a 3 acidentes/ano”, destacou.

O governo angolano ratificou, em 2002, a Convenção de Otawa, tendo em 2012 solicitado a moratória de cinco anos para dar continuidade às operações de desminagem e de segurança das zonas minadas, preparando-se para pedir mais uma extensão do prazo até 2025.

Apelou a uma maior sensibilidade dos doadores e parceiros, no sentido de financiarem o processo de pesquisa na desminagem do país, para  o relançamento da economia angolana e desenvolvimento de áreas seguras, visando o cumprimento do artigo 5º da Convenção de Otawa e levar o país a ser declarado livre de minas.

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