Angop - Agência de Notícias Angola PressAngop - Agência de Notícias Angola Press

Ir para página inicial
Luanda

Max:

Min:

Página Inicial » Notícias » Política

30 Janeiro de 2019 | 17h02 - Actualizado em 30 Janeiro de 2019 | 17h01

Associações universitárias querem rede de transporte estudantil

Luanda - Líderes de associações universitárias solicitaram esta quarta-feira uma legislação sobre transporte estudantil e a uniformização das propinas nas instituições de ensino superior privadas do país.

Envia por email

Para compartilhar esta notícia por email, preencha os dados abaixo e clique em Enviar

Corrigir

Para reportar erros nos textos das matérias publicadas, preencha os dados abaixo e clique em Enviar

A falta de transportes e os altos preços de propinas praticados em algumas universidades privadas do país têm afectado muitos estudantes, alguns dos quais chegam mesmo a desistir por falta de recursos financeiros para suportar esses itens.

A preocupação foi apresentada pelas lideranças associativas universitárias num encontro com a comissão de Saúde, Educação, Ensino Superior, Ciências e Tecnologia da Assembleia Nacional.  

Os líderes das associações universitárias apelaram ainda ao Executivo a prestar maior atenção aos projectos elaborados pelas universidades.

Hilário Cassule, da Associação dos Estudantes da Universidade Agostinho Neto, espera que essas e outras inquietações apresentadas aos legisladores possam encontrar respaldo das autoridades competentes, para a melhoria da qualidade do ensino superior no país.

A falta de laboratórios, hospital universitário, bibliotecas apetrechadas, corpo docente qualificado, incentivos para a investigação científica, bolsas de estudos internas (fundamentalmente para os estudantes com dificuldades financeiras) e elaboração de uma tabela de preços foram questões levantadas pelas associações universitárias.

Na óptica de Hilário Cassule, “não se pode pensar em melhoria do ensino superior se não tivermos fundamentalmente essas componentes para os estudantes universitários”.

Notou que o número de bolsas de estudo dado a Universidade Agostinho, que alberga mais de 28 mil estudantes, muito dos quais com poucas possibilidades financeiras, é bastante irrisório.

Já Henriques Ngolome, vice-presidente para as instituições público privadas da União dos Estudantes do Ensino Superior de Angola, ressaltou que o preço das altas propinas tem afectado bastante os estudantes das universidades privadas.

Solicitou, com efeito, uma intervenção do órgão do Executivo afim junto do Ministério das Finanças para o esclarecimento do regime de preços vigiados, no âmbito da Lei/17/16 (Lei de base do sistema educativo e de ensino).

Por outro lado, a deputada Miraldina Jamba encorajou os estudantes a prosseguirem com seus propósitos, pese embora as dificuldades que enfrentam no dia-a-dia.

A 6ª comissão da Assembleia Nacional transmitiu aos estudantes universitários de Angola a sua visão sobre o ensino superior e o seu corpo docente.

Sendo Angola um país com elevada taxa de fertilidade e crescimento populacional, com uma pirâmide etária maioritariamente juvenil, e estando o ensino superior em expansão e diversificação, o segmento da população a frequentar o ensino superior deverá crescer significativamente.

Leia também
  • 26/01/2019 10:52:22

    Aprovação do novo código penal e movimentações diplomáticas dominam noticiário

    Luanda - A aprovação pela Assembleia nacional do novo código penal e a nomeação de novos embaixadores para Etiópia, União Africana e Suécia dominaram o noticiário político nacional.

  • 23/01/2019 18:32:30

    Deputados aprovam novo Código Penal angolano

    Luanda - A Assembleia Nacional aprovou, em definitivo, o novo Código Penal angolano, que eleva a pena máxima de prisão de 24 para 25 anos, tipifica ilicitudes como roubo de gado, condução sobre efeito de álcool e molduras penais sobre crimes tecnológicos.

  • 17/01/2019 15:27:24

    Alemanha quer aumentar investimentos em Angola

    Luanda - A Alemanha está disponível para aumentar os investimentos em Angola nos sectores da energia e saúde, informou esta quinta-feira, em Luanda, o embaixador daquele país europeu em Angola, Dirk Lolke.