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08 Fevereiro de 2019 | 01h38 - Actualizado em 09 Fevereiro de 2019 | 14h12

Angola realiza encontro informativo sobre Bienal de Luanda

Addis Abeba (dos enviados especiais) - A delegação angolana que participa nas reuniões paralelas que antecedem à 32ª Cimeira de Chefe de Estado e de Governo da União Africana realiza hoje, sexta-feira, na Sede da UA, um encontro informativo de sensibilização sobre o fórum pan-africano para cultura de paz em África "Bienal de Luanda".

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Addis Abeba: Coordenadora nacional da Bienal de Luanda Alexandra Aparício

Foto: Mauro Romeu

A primeira edição da Bienal de Paz de Luanda - Fórum Pan-Africano da Cultura da Paz em África acontece entre 18 a 22 de Setembro próximo, devendo contar com a participação de pelo menos 12 países.

Numa co-organização do Governo angolano, e da Organização das Nações Unidas para a Ciência, Educação e Cultura (UNESCO), o evento pretende envolver os países africanos numa corrente destinada à promoção de uma cultura de paz.

Com a Bienal de Luanda, Angola quer promover também a harmonia e irmandade entre os povos através de actividades e manifestações culturais e cívicas, com a integração das elites africanas e representantes da sociedade civil, autoridades tradicionais e religiosas, assim como intelectuais, artistas e desportistas.

A coordenadora nacional da Bienal de Luanda, Alexandra Aparício, disse, recentemente, em Luanda, que a iniciativa visa promover uma reflexão e difusão das obras artísticas, ideias e conhecimentos relacionados com a cultura de paz e não-violência.

Alexandra Aparício avançou que será elaborado um extenso programa de actividades artístico-culturais para envolver Luanda e sua periferia, tornando-o inclusivo e participativo.

Por seu turno, o representante da UNESCO na África Central, Vincenzo Fazzino, adiantou que se trata de um evento multicultural onde os participantes vão poder mostrar a raíz africana na sua plenitude e variedade.

Em cinco dias de actividade, segundo o especialista da UNESCO, Luanda será transformada num espaço de intercâmbio e de promoção da cultura africana, envolvendo individualidades ligadas as artes, política, sociedade, entre outros.

A bienal visa ainda a criação de um movimento africano que, possa disseminar a importância da cultura de paz, tendo em conta o desenvolvimento e afirmação dos países africanos em vários domínios, particularmente na defesa dos direitos humanos e das minorias, assim como o combate à corrupção.

O programa do evento incluirá discussões em torno do papel da juventude no combate à corrupção e a protecção da mulher contra a violência doméstica, a resolução de conflitos, bem como os desafios para o reforço  do diálogo e da amizade entre os povos.

A realização  em Angola prova a vontade política do governo em estabelecer uma cooperação  cada vez mais estreita  com a Unesco com vista a promoção  de uma verdadeira cultura de paz em África e representa o reconhecimento do exemplo de Angola no fortalecimento da Paz e da reconciliação nacional.

A delegação de Angola nas reuniões paralelas e na 34ª Sessão Ordinária do Conselho Executivo da UA, que antecedem à 32ª Cimeira de Chefes de Estado e de Governo da União Africana é chefiada pelo Secretário de Estado das Relações Exteriores, Tete António.

A 32ª Cimeira dos líderes africanos terá sobre a mesa vários dossiers sobre a situação no “continente berço”, com destaque para o tema: refugiados, retornados, e deslocados internos, a rumo a soluções duráveis para o deslocamento forçado em África, para o ano de 2019.

Para o dia de hoje estão também reservadas reuniões paralelas que abordarão questões ligadas à corrupção e exploração ilícita de recursos naturais de África: caso do comércio ilegal nas pescas, florestas e fauna selvagem e seu impacto sócio-economico e ambiental sobre o continente e seus povos.

Também está prevista uma sessão de trabalho de alto nível sobre proibição da utilização de plásticos em África.

Assuntos Cultura   Diplomacia  

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