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07 Fevereiro de 2019 | 11h57 - Actualizado em 07 Fevereiro de 2019 | 15h57

Chefe de Estado italiano deixa Luanda

Luanda - O Presidente da República italiana, Sergio Mattarella, regressou no final da manhã dessa quinta-feira (dia 07) ao seu país, depois de cumprir visita de três dias de trabalho em Angola, a convite de João Lourenço.

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Presidente da Itália, Sergio Matarella, discursa em Luanda

Foto: Pedro Parente

No Aeroporto Internacional 4 de Fevereiro, o estadista italiano foi despedido pelo ministro das Relações Exteriores, Manuel Augusto, pelo governador da província de Luanda, por altos funcionários da Presidência e distintos membros do Executivo.

Antes de deixar a capital angolana, Mattarella discursou (hoje) na Assembleia Nacional, numa sessão solene, durante a qual afirmou que o seu país conta com a interlocução de Angola no fortalecimento da estabilidade e da segurança na África Austral e na Região dos Grandes Lagos.

“O caminho de reconciliação e paz trilhado por Angola pode constituir uma força motriz para o desenvolvimento dos países vizinhos (…..)”, resumiu o presidente da Itália, na plenária em sua honra, na presença de mais de 200 deputados e distintos convidados.

Durante os três dias de actividade em Angola, Mattarella, acompanhado de uma delegação multissectorial do seu país, reuniu-se em privado (quarta-feira, dia 06) com o Presidente João Lourenço, com quem aprimorou as estratégias para o aprofundamento das relações bilaterais.

Após a reunião, seguiu-se almoço de cortesia no Palácio Presidencial, precedido de discursos de ambos. Neste mesmo dia, o visitante deslocou-se  ao Hospital Divina Providência, localizado no município do Kilamba Kiaxi, e prometeu, na ocasião, apoiar na reabilitação e na ampliação da referida unidade.

De igual modo, inteirou-se “in loco” da realidade do Museu Nacional de História Militar e, por fim, manteve encontro com a comunidade italiana residente em Luanda, num dia em que a delegação que o acompanhou firmou acordos paralelos.

Neste particular, realce para a assinatura de um Memorando de Entendimento que visa reforçar a cooperação económica entre os dois países, envolvendo o Ministério das Finanças de Angola e a Cassa Depositi e Prestiti, uma instituição financeira daquele estado europeu.

A Itália foi o primeiro país da Europa a reconhecer a independência de Angola (no dia 18 de Fevereiro de 1976), e, a partir de 4 de Junho do mesmo ano, os dois estados passaram a manter relações diplomáticas, de amizade e de cooperação em vários domínios.

Os laços bilaterais têm respaldo na área da defesa e segurança internacionais, na colaboração em operações humanitárias e de apoio à paz, desminagem, assistência médica e medicamentosa, entre outras. Angola é hoje o terceiro parceiro comercial subsaariano da Itália.

Desde 2013, acordos e protocolos de cooperação cultural, científica e tecnológica foram rubricados entre as partes, e, em Julho de 2013, entrou em vigor o Acordo sobre Isenção Recíproca de Vistos de curta duração para passaportes diplomático e de serviço.

Recentemente, foram também assinados dois memorandos de entendimento sobre cooperação económica e financeira e um instrumento jurídico sobre consultas políticas entre os Ministérios dos Negócios Estrangeiros da Itália e o das Relações Exteriores de Angola.

Os dois memorandos sobre a cooperação económica e financeira servem de suporte às exportações italianas para Angola, concretamente a negociação de seguros e garantia de riscos destas vendas, através da Sociedade de Seguro ao Crédito Externo da Itália (SACE).

Os dois diplomas visam, essencialmente, impulsionar o desenvolvimento da indústria e agricultura em Angola, que viu (em 2013) o valor total de comércio com a Itália elevar-se para 891 milhões de euros, com 348 milhões de euros feitos através das exportações italianas.

Esta é a primeira vez que Sergio Mattarella visita Angola e, ao mesmo tempo, o primeiro presidente italiano a fazê-lo. Em contrapartida, Matteo Renzi foi o primeiro chefe de um Governo italiano a estar no país, em Julho de 2014, seguido pelo sucessor Paolo Gentiloni, em Novembro de 2017.

Assuntos Cooperação  

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