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08 Fevereiro de 2019 | 21h21 - Actualizado em 09 Fevereiro de 2019 | 14h14

Cotização dos países é fundamental para África acabar dependência

Addis Abeba (Dos enviados Especiais) - A comissária da União Africana para Economia Rural e Agricultura, a angolana Josefa Sacko, afirmou esta sexta-feira, em Addis Abeba (Etiópia), que a questão da cotização obrigatória e regular dos Estados membros da União Africana é fundamental para o continente apropriar-se dos seus projectos.

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Addis Abeba:Comissária da União Africana para Economia Rural e Agricultura, Josefa Sacko

Foto: Mauro Romeu

Na visão da responsável, África não pode contar com os parceiros externos para virem financiar o modelo de desenvolvimento desenhado pelos próprios africanos e o que tem acontecido nas últimas décadas é que quem financia quer impor a sua agenda.

A comissária falava à imprensa angolana, à margem das reuniões paralelas que antecedem a 32ª Cimeira dos Chefes de Estado e de Governo da União Africana, a decorrer nos dias 10 e 11 do corrente mês.

Josefa Sacko referiu que a África deve se apropriar da agenda 2063, daí a necessidade dos Estados membros passarem a fazer uma quotização regular para financiar os programas do continente, pois os financiadores e alguns parceiros externos que não querem implementar a agenda africana.

“Isso não é normal e no final das contas não conseguimos atingir as metas que nos propomos até 2063. É muito importante a que questão do financiamento e o continente africano tem que assumir as suas responsabilidades para financiar os seus projectos e não dependermos de parcerias”, referiu.

Na reunião de hoje, os responsáveis da comissão da União Africana para Economia Rural e Agricultura analisaram também questões ligadas ao combate a actividade ilegal de exploração da fauna, flora e pescas.

No encontro, referiu, apelou-se aos membros da comissão para trabalharem com as organizações que estão engajadas no combate deste tipo de práticas, pois a situação é alarmante e anualmente o continente perde 120 mil milhões de dólares apenas com este tipo de actividade ilícita.

A agenda de hoje, reservou também uma abordagem sobre a iniciativa para banir a utilização dos plásticos no continente africano, uma campanha que será lançada domingo pelas primeiras damas seleccionadas a nível regional, durante a Cimeira de Chefes de Estado e de Governo da UA.

Para região da SADC, segundo Josefa Sacko foram seleccionadas as primeira-damas de Angola, Ana Dias Lourenço, e do Botswana, para liderarem este processo. 

Será apresentado um plano de acção as primeiras damas, para fazer o acompanhamento. A visão é ter um plano de cinco anos, de modo a combater mesmo o uso do plástico e trazer alternativa ao uso do plástico.

Em relação Angola, disse que vão procurar trabalhar com o gabinete da primeira-dama e com o Ministério do Ambiente para levar avante este projecto.

A iniciativa terá o apoio da União Europeia que se candidatou para ajudar nesta empreitada que visa reduzir o uso do plástico no continente, pois hoje o plástico está causar muitos danos ao ambiente, sobretudo nas águas marinhas. O continente está a perder muitas espécies marinhas.

Assuntos Diplomacia   União Africana  

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