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08 Fevereiro de 2019 | 21h26 - Actualizado em 09 Fevereiro de 2019 | 14h09

Despesas da Bienal de Luanda serão comparticipadas

Addis Abeba (Dos enviados especiais) - As despesas inerentes à realização da 1ª edição da Bienal de Luanda, um fórum pana-africano de promoção da paz, terão a comparticipação de Angola, enquanto país acolhedor, e da UNESCO, anunciou esta sexta-feira, em Addis Abeba, a ministra da Cultura, Carolina Cerqueira.

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Addis Abeba: Ministra da Cultura Carolina Cerqueira

Foto: Mauro Romeu

“Angola não vai suportar todas as despesas, haverá a comparticipação da UNESCO. Angola terá uma comparticipação de cerca de 500 mil dólares, para o lançamento do programa e algumas iniciativas”, disse a ministra após a apresentação do projecto na Sede da União Africana, onde decorre os encontros preparatórios para a 32ª Cimeira de Chefes de Estado e de Governo da organização continental, a ter lugar nos dias 10 e 11.


O evento, com dimensão continental e que contará com a participação de pelo menos 12 países, poderá também ter o apoio da União, da sociedade civil, do empresariado e das grandes empresas a nível do continente.

Várias entidades estão a ser convidadas a participar deste fórum, que acontece de 18 a 22 de Setembro próximo, na cidade de Luanda, capital angolana, e cada um poderá suportar a sua participação na Bienal de promoção da Paz.

Os 12 países seleccionados, segundo a ministra, vão participar e apresentar temas em vários eventos, para apresentarem a realidade sócio-cultural dos seus países e também haverá a participação de representantes da diáspora africana.

O objectivo é dar a conhecer, partilhar e divulgar paz, através de acções culturais, como artes plásticas, teatro, folclore, da gastronomia, literatura. “Nós estamos engajados nisso, com o compromisso da paz, dialogo e entendimento entre os povos”, disse.

Países como o Mali, Tunísia e Senegal, que também eventos similares já manifestaram o seu interesse em participar da Bienal de Luanda, assim como outros países que demonstraram interesse em estar presente como Portugal e Itália.

Com base no acordo bilateral assinado a 18 de Dezembro de 2018 entre Angola e a UNESCO, o Governo inscreveu no OGE/2019 verbas para suportar a fase de preparação da Bienal de Luanda.

Segundo a ministra, em cumprimento do acordo rubricado com a UNESCO, a segunda edição da Bienal de Luanda poderá ter lugar em 2021, podendo ser prorrogada por mais uma edição, após avaliação das partes.

Por sua vez, o embaixador de Angola na UNESCO, Sita José, referiu que a Bienal de Luanda, um fórum pan-africano para promoção da cultura de paz no continente, constituirá um momento ímpar para o País e um grande evento para África se reencontrar.

Por seu turno, a coordenadora nacional da Bienal de Luanda, Alexandra Aparício, sublinhou que vai ser um grande momento de reflexão em torno da cultura da paz.

“A capital angolana que vai ser o espaço onde vai decorrer a bienal, uma festa. Criamos eventos variados, para que todos possam estar envolvidos, e receberemos os convidados dos países africanos e de outras instituições internacionais que queiram estar em Angola e receberemos todos com sorriso, com momentos de fraternidade”, disse acrescentando que depois da edição de 2019, será preparada a Bienal da Paz de 2021.

Assuntos Cultura   Diplomacia  

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