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06 Fevereiro de 2019 | 19h32 - Actualizado em 07 Fevereiro de 2019 | 18h06

Réus do caso "Burla Tailandesa" reafirmam confiança em advogado

Luanda - Os réus tailandeses Raveeroj Ritchoteanan, Manin Wanitchanon e Theera Buapeng e a angolana Celeste de Brito, arrolados no processo da "Burla Tailandesa", decidiram hoje (quarta-feira) manter o advogado Carlos Salumbongo, que estava a ser acusado de conflitos de interesse, pelo seu colega Sérgio Raimundo.

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Palácio da Justiça

Foto: Francisco Miúdo

Sérgio Raimundo, mandatário dos réus Arsénio Manuel e André Roy, apresentou ao tribunal um requerimento em que dava conta de uma eventual colisão nos depoimentos dos réus tailandeses e da angolana.

O advogado Sérgio Raimundo entende que os réus do causídico Carlos Salumbongo estão em rota de colisão, por isso o aconselhou a renunciar voluntariamente.

Sobre isso, o júri considerou uma questão pessoal e a sua resolução passava por perguntar aos réus do causídico Carlos Salumbongo se continuariam ou não com o mesmo defensor. Depois de se reler e traduzir para inglês as actas das declarações da ré Celeste de Brito, feitas entre 30 de Janeiro e 5 de Fevereiro.

Cinco horas depois de ter sido feita a leitura e tradução, os réus tailandeses e angolana, quando lhes foi dada a palavra, decidiram manter o advogado (Carlos Salumbongo). 

Ainda hoje, os juízes indeferiram a possibilidade de interrogar, por via vídeo-conferência, o prófugo Pierre René, uma das figuras responsáveis por captar os investidores tailandeses para Angola, no valor de USD 50 mil milhões.

Pierre René, camaronês naturalizado canadiano, está em parte incerta desde um mês antes da detenção dos réus estrangeiros (Novembro de 2017) e constituiu um advogado para o defender em tribunal, segundo informações do advogado Sérgio Raimundo.

A sua relevância no processo é associada, por exemplo, ao facto de trazer a Angola os investidores tailandeses, a feitura da suposta carta subscrita pelo Vice-presidente da República, a aquisição do segundo visto de trabalho para os tailandeses, além de outros procedimentos administrativos.  

Em função das dúvidas levantadas em tribunal e aproveitando a disponibilidade, agora, manifestada por Pierre Rene, o advogado Sérgio Raimundo requereu ao tribunal para que o mesmo fosse ouvido via vídeo-conferência, mas o pedido foi indeferido pelos juízes.

O tribunal invocou preceitos do Código do Processo Penal, que o impede de interrogar o prófugo Pierre Rene como testemunha, em vídeo-conferência, tão pouco como declarante.

“Não obstante a isso, o interesse que tem no processo e a relação que tem com os co-réus fragiliza as suas declarações e não tem interesse para a descoberta da verdade material”, sustentou o juiz presidente da causa, Domingos Mesquita.

Foi igualmente indeferido o pedido de se notificar o oficial do Serviço de Investigação Criminal (SIC), responsável por interrogar a ré Celeste de Brito na fase de instrução preparatória, por causa de uma carta alegadamente subscrita pelo Vice-Presidente e supostamente falsificada pela ré.

A este respeito, o tribunal fundamentou que não há necessidade de interrogar o oficial do SIC, por não se tratar de uma questão que possa relevar a descoberta da verdade material.

O único requerimento deferido pelos juízes foi o da fixação, de forma permanente, de tradutores para os réus estrangeiros que não falam português.

Assuntos Justiça  

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