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13 Fevereiro de 2019 | 17h43 - Actualizado em 13 Fevereiro de 2019 | 19h30

Audição de réus da "Burla Tailandesa" em fase final

Luanda - Após ouvir oito dos dez réus arrolados no caso da "Burla Tailandesa", que lesaria o Estado angolano em USD 50 mil milhões, o Tribunal Supremo interroga quinta-feira Cristian de Lemos, antepenúltimo arguido.

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Júri da Burla Tailandesa

Foto: Pedro Parente

Este agente da Polícia Nacional está identificado nos autos como tradutor/intérprete dos tailandeses e foi acusado pelo Ministério Público (MP) de associação de malfeitores, falsificação de documentos, burla por defraudação e branqueamento de capitais.

Com a audição de Cristian de Lemos restará apenas um réu por se ouvir, o tailandês Theera Buapeng, que aguarda que o Tribunal Supremo coloque à sua disposição um tradutor/intérprete, por não falar nenhuma língua internacional (inglês ou francês).

Sobre esse assunto, o porta-voz do julgamento, o juiz Lourenço José, prometeu que as autoridades judiciais estão a encetar contactos para trazer um tradutor/intérprete da África do Sul.

Entretanto, durante a 15ª sessão decorrida hoje na 1.ª Câmara Criminal, já à instância dos advogados, o réu Arsénio Manuel, presidente do Conselho de Administração da Cooperativa Ondjango Yetu, afecto às FAA, reafirmou todas suas alegações feitas no dia anterior, durante a “bateria” de interrogatório do júri.

Este oitavo réu ouvido, disse por exemplo, que concordou em avançar com assinatura de acordo de intenção de implementação de projectos avaliados em mais de USD 38 milhões para construção de residências para efectivos e funcionários das Forças Armadas Angolanas.

O mesmo acordo foi assinado na presença do general Geraldo Sachipengo Nunda, na qualidade de Chefe de Estado Maior das FAA, que, por inerência de funções, é o presidente de Mesa da Assembleia – Geral da cooperativa Ondjango Yetu de que o réu Arsénio Manuel era o Presidente do Conselho de Administração.

Estiveram ainda outros responsáveis da cooperativa, igualmente arrolados no processo como declarantes.

Não obstante a isso, Arsénio Manuel referiu que recebeu garantias verbais do Banco Nacional Angola (BNA), Banco de Negócio Internacional (BNI), Banco Keve e um seu amigo especializado em alta finanças, de que o cheque de USD 50 mil milhões, a razão da detenção e legalização da prisão dos dez  réus (seis dos quais estrangeiros), tinha cobertura.

Essa semana, foi igualmente ouvido o co-réu Norberto Garcia, ex-director da extinta Unidade Técnica de Investimento Privado (UTIP).  

  

Assuntos Política   Tribunal Supremo  

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