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15 Novembro de 2019 | 02h03 - Actualizado em 15 Novembro de 2019 | 10h27

UNITA elege hoje novo presidente

Luanda - A UNITA terá a partir desta sexta-feira um novo presidente, a ser eleito no último dia do XIII Congresso do maior partido da oposição em Angola.

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XIII Congresso Ordinário da UNITA

Foto: Alberto Juliao

(Por João Silva)

Concorrem à sucessão de Isaías Samakuva, que decidiu não se recandidatar, depois de 16 anos à frente do partido, cinco candidatos: Raúl Danda, Alcides Sakala, Abílio Kamalata Numa, José Pedro Katchiungo e Adalberto da Costa Júnior.

Os cinco concorrentes vão sujeitar-se à escolha dos mil 150 delegados que participam do conclave, desde quarta-feira (13) , esperançados em ver uma UNITA mais forte.

O pleito eleitoral, cujo processo de votação se inicia às 9h30, promete ser renhido, tendo em conta os sinais da campanha eleitoral, o perfil e prestígio dos concorrentes.

O sorteio da posição no boletim de voto determinou José Pedro Katchiungo como primeiro da lista, Raúl Danda segundo, Adalberto Costa Júnior terceiro, Abílio Kamalata Numa quarto e Alcides Sakala Simões quinto.

Neste congresso, será eleito presidente da UNITA o concorrente que obtiver 50 por cento de votos+1. Uma segunda volta poderá ocorrer em caso de empate entre dois candidatos, todos eles com trajactória marcante no partido.

Durante a campanha, Raúl Danda, 62 anos de idade, por exemplo, procurou usar o estatuto de vice-presidente e a experiência acumulada como "número dois" do partido para convencer o eleitorado a votar na sua candidatura, apesar de ter tido o menor tempo de contacto com o eleitorado.

O concorrente, que quase ficou de fora, por alegada descontinuidade de militância de 15 anos levantada aquando da apresentação da sua candidatura, diz-se pronto e confiante.

Alcides Sakala, 66 anos, e Abílio Kamalata Numa (64 anos), também partem com grandes hipóteses de vencer a eleição. Ambos são apontados como garantes da continuidade da política do presidente cessante, mas sem garantias de inovação esperada pela juventude.

José Pedro Katchiungo (56 anos de idade), que integrou a equipa indicada por Jonas Savimbi (fundador do partido) para negociar os acordos de Bicesse, em 1991, e Adalberto da Costa Júnior (57), presidente do Grupo Parlamentar, têm a simpatia do eleitorado.

À semelhança de Raúl Danda, Adalberto Costa Júnior quase foi prejudicado, devido a questionamento sobre a autenticidade do seu diploma de engenharia e a nacionalidade portuguesa que, entretanto, acabara por renunciar.

Programas dos Candidatos

Raúl Danda, que se notabilizou com jornalista, de 1985 a 2006, na Rádio Vorgan (voz da Resistência do Galo Negro) e na Rádio Nacional de Angola, é actualmente vice-presidente da UNITA.

O político é pela introdução de reformas no partido, tendo em conta a necessidade de melhor preparar a organização para a tomada e exercício do poder político no país.

Entre as suas principais reformas está a intenção de reduzir a composição do comité permanente, actualmente com 51 membros, de modo a torná-lo "num verdadeiro núcleo duro" do partido, onde são tomadas decisões acertadas sobre questões estratégicas.

Admite tratar-se de uma iniciativa necessária, porque, a seu ver, o actual comité permanente não se tem revelado mais eficaz na sua acção de estudar estratégias e apontar linhas de actuação, por ser numeroso na sua composição.

Já José Pedro Katchiungo promete ser um líder corajoso, inovador e enérgico, caso seja eleito presidente.

O político diz-se pronto para ouvir os outros e garantir a autoridade do partido, bem como persuadir e fazer vincar a opinião da maioria.

Afirma-se como seguidor da vontade do presidente cessante, Isaías Samakuva, pugnando pela honestidade, lealdade e patriotismo.

No seu manifesto, reafirma a vocação de exercer o poder político, através do fortalecimento da cidadania, com vista a efectivar a verdadeira mudança.

Por sua vez, Adalberto da Costa Júnior garante que, com a sua eleição, o partido deverá mostrar pelos quatro cantos de Angola que a UNITA tem projectos para orientar e governar o país.

O vice-presidente do Grupo Parlamentar da UNITA afirma que o seu propósito como candidato à presidência do partido é forçar a alternância do poder político que se vive no país, em 2022, por altura das eleições gerais.

Alcides Sakala Simões, ex-guerrilheiro, porta-voz do partido e deputado à Assembleia Nacional, é de opinião que a sua candidatura representa o ressurgimento da esperança e do direito à cidadania, o aprofundamento da democracia e a defesa dos princípios de Muangai, de 1961.

Sakala destaca a necessidade daquela força política assumir uma postura e responsabilidade moral, tornando-se num partido político dinâmico e congregador.

Outro candidato, Abílio Camalata Numa, mestre em Direcção Estratégica e Gestão de Inovação, promete modernizar a UNITA, transformando-a num partido pan-africano, com projectos de formação de quadros.

As suas intenções são essencialmente as de elevar o grau de organização partidária e de maturidade política da UNITA, para que esteja à altura dos desafios políticos do país.

Salienta que, caso seja eleito, vai usar a sua experiência para ajudar o partido a desenvolver uma política que contribua para a consolidação da democracia, bem como a preservação e manutenção da paz e estabilidade nacional, além de implementar o Projecto do Muangai.

Além da eleição, o congresso propõe-se, igualmente, a introduzir alterações ao estatuto do partido, principalmente em relação ao tempo de duração de mandato do presidente (actualmente é ilimitado).

Assuntos Política  

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