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08 Dezembro de 2019 | 08h59 - Actualizado em 09 Dezembro de 2019 | 09h33

Divergência adia encerramento do Conselho de Ministros do ACP

Nairobi (dos enviados especiais)- A divergência na forma como deve ser nomeado o chefe de Gabinete do secretário-geral do ACP provocou o adiamento, para hoje, do encerramento em Nairobi da 110ª sessão do Conselho de Ministros dessa organização.

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9ª sessão do Conselho de Ministro do ACP

Foto: Alberto Juliao

Debates na Sessão do Conselho de Ministros da ACP,no Quénia

Foto: Alberto Juliao

Esta situação surgiu depois que o ministro das Relações Exteriores de Angola defendeu que a nomeação para o cargo, por ser técnico e não político, devia continuar a ser de competência do secretário-geral do ACP, ao contrário da sugestão para que seja uma ocupação fixa atribuída a uma região da organização.

Com isto, instaurou-se um renhido debate, com propostas a favor e contra, que levaram a sessão a arrastar-se noite adentro. Uma boa parte dos países do grupo África e Caraíbas inclinava-se para a sugestão de Angola, enquanto o Pacífico defendia o contrário, por ser a região que pode ser beneficiada com o cargo fixo.

Ante a inflexibilidade dos negociadores, a presidência da sessão decidiu transferir os debates para a tarde de hoje (domingo).

Questionado pela imprensa angolana sobre as causas da falta de consenso, o ministro Manuel Augusto considerou inaceitável a situação, porque os regulamentos existentes estipulam ser competência exclusiva do secretário-geral apontar os membros do seu gabinete, incluindo o director.

Para o ministro, estranhamente é uma proposta que levaria a que esse chefe de gabinete não fosse mais a escolha do secretário-geral, mas posto alocado fixamente a uma das regiões que compõe o Grupo ACP.

“Isto é inaceitável. O director de gabinete não é um posto politico, é um posto técnico e de confiança. Portanto, no dia em que o secretário-geral é eleito, confrontar-se já com essa limitação é politicamente deselegante, administrativamente contraproducente e legalmente uma violação aos estatutos” – desabafou o chefe da diplomacia angolana.

Sobre o futuro da organização, mostrou-se optimista e considerou que a eleição do candidato angolano marca o início de uma nova era na organização.

Explicou que esse Conselho de Ministros e a Cimeira que se seguirá vão debruçar-se num amplo programa de reformas dos ACP. Há negociações internacionais entre esta organização e a União Europeia, seu principal financiador.

Perspectiva que essas negociações implicam necessariamente reestruturações e reformas que situem esta relação na actualidade, uma vez que acordo de Georgetown foi feito há muitos anos.

“O mundo já mudou, há novas dinâmicas globais e esse nosso grupo, que tem a característica de representar os países do terceiro mundo, tem também que ser actualizada para poder defender os seus interesses e dar a sua participação nesse mundo cada vez mais global” – pontualizou Manuel  Augusto.

Nomeação de Georges ChiKoti

Manuel Augusto disse ser uma estratégia para que Angola esteja presente em todos os centros de decisões. É uma eleição no quadro da diplomacia económica.

Por via da escolha do embaixador Georges ChiKoti, Angola está hoje na “boca” do mundo. É uma “porta aberta” para mais angolanos trabalharem no secretariado e outras estruturas do ACP e noutras organizações internacionais - adiantou.

Afirmou que o embaixador Georges Chikoti terá a responsabilidade de ser o rosto da mudança e da transformação dos ACP, embora sejam os países que determinam o tempo e os conteúdos de tais alterações.

 Diplomacia paralela

Ainda no sábado, o ministro angolano das Relações Exteriores manteve um encontro informal com o representante da ONU para os Grandes Lagos, Hung Xia, com quem abordou a situação “muito vibrante” da região, nem sempre pelas melhores razões.

Defendeu esforços de todos e concertações permanentes a fim de se encontrar as melhores soluções para os problemas que ainda existem na região.

Assuntos Cimeira  

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