Angop - Agência de Notícias Angola PressAngop - Agência de Notícias Angola Press

Ir para página inicial
Luanda

Max:

Min:

Página Inicial » Notícias » Política

20 Abril de 2019 | 21h51 - Actualizado em 20 Abril de 2019 | 21h50

ONU apoia campanha contra corrupção em Angola

Luanda - A Organização das Nações Unidas (ONU) vai continuar a apoiar Angola na luta contra a corrupção e todos os males sociais que impedem a prosperidade da sua população, afirmou, este sábado, em Luanda, o representante deste organismo no país, Paolo Baladeli.

Envia por email

Para compartilhar esta notícia por email, preencha os dados abaixo e clique em Enviar

Corrigir

Para reportar erros nos textos das matérias publicadas, preencha os dados abaixo e clique em Enviar

Procurador Gilberto Mizalake

Foto: Francisco Miúdo

Paolo Balladelli, Representante da ONU em Angola

Foto: Francisco Miúdo

Sem precisar como se efectivará tal apoio, considerou a corrupção um cancro mortal que invade entidades, sociedades e anula as potencialidades para o desenvolvimento de um país e da sua população.

Ressaltou que a corrupção é um desafio complexo que persiste em muitos países do mundo.

Fez saber que o tamanho de recursos ilícitos no mundo, a cada ano, é de aproximadamente 2,5 triliões de dólares americanos, dos quais 1,5 triliões em suborno é um trilião por perda de capitais dos países em vias de desenvolvimento.

O representante da ONU em Angola falava sobre a experiência internacional no combate à corrupção e ao branqueamento de capitais, no acto de abertura da campanha de moralização da sociedade sob a égide do MPLA (partido no poder).

Segundo Paolo Baladeli, estima-se que o fluxo de capitais ilícitos é dez vezes mais alto que o montante actual para ajuda dos países em desenvolvimento no mundo.

“Se somarmos essas perdas até ao ano de 2030, o total obtido é muito superior aos dez triliões necessários para erradicar a pobreza no mundo”, observou o diplomata.

Para ele, a corrupção rouba recursos vitais às escolas, aos hospitais, à protecção, priva os cidadãos dos seus direitos e anula oportunidades de investimentos estrangeiros.

Afecta, igualmente, a justiça “porque os oficiais públicos ficam também envolvidos em processos perversos e fecham os olhos para a solução dos problemas que obstaculizam o desenvolvimento sustentável da população”.

País possui apenas 463 magistrados do Ministério Público (MP)

O país possui apenas 463 magistrados do Ministério Público, número considerado insuficiente tendo em conta o universo populacional estimado em 26 milhões de habitantes.  

O director nacional de Organização, Planeamento e Estatística da Procuradoria-Geral da República (PGR), Gilberto Mizalake, informou que, o ano passado, transitaram no MP 196 mil processos.

Ao falar sobre o papel dos órgãos de administração da justiça no combate à corrupção, Gilberto Mizalake entende que, quem desvia bens públicos está também a cometer um crime contra humanidade.

Para si, a corrupção corrói os fundamentos de um estado democrático de direito.

Disse que a PGR necessita de mais quadros especializados para levar avante a luta contra a corrupção no país.

 A campanha pública para a Moralização da Sociedade decorrerá em todo o país sob o lema “Combater a Corrupção, o Nepotismo, a Bajulação e a Impunidade é garantir o futuro melhor e bem-estar às Famílias angolanas”.

No lançamento da campanha, na Tenda do Talatona, em Luanda, contou a presença de políticos, individualidades da sociedade civil, da academia, dos órgãos de justiça, da igreja em Angola, representantes do corpo diplomático acreditado em Angola, deputados, entre outros.

Assuntos ONU  

Leia também
  • 26/03/2019 16:32:16

    ONU ausculta experiência de Angola nos Grandes Lagos

    Luanda - A experiência de Angola na busca de soluções para a Região dos Grandes Lagos esteve na base de um encontro entre a representante permanente do país junto das ONU, Maria dos Reis Ferreira, e o enviado especial do secretário-geral da organização (ONU) para a região dos Grandes Lagos, Huang Xia.

  • 23/02/2019 11:40:15

    Angola iniciou mandato como membro do ECOSOC

    Luanda- A República de Angola iniciou desde 1 de Janeiro de 2019 um mandato de três anos (até 31 de Dezembro de 2021) como membro do Conselho Económico e Social das Nações Unidas (ECOSOC), órgão para o qual foi eleito em 13 de Junho de 2018.

  • 19/12/2018 19:19:54

    ONU reconduz coordenador residente em Angola

    Luanda - O coordenador residente das Nações Unidas em Angola, Pier Balladelli, foi reconduzido ao cargo, pelo secretário-geral da ONU, António Guterres.