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16 Maio de 2019 | 20h12 - Actualizado em 16 Maio de 2019 | 20h22

Crise deve levar Angola a uma economia organizada - Economista

Luanda - O antigo secretário Executivo da Comissão Económica das Nações Unidas para África, Carlos Lopes, disse, nesta quinta-feira, que a crise de política fiscal e monetária que Angola atravessa pode servir para reorganizar e fazer uma economia diferente, mais organizada e sustentada.

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À esq. Vice-PR, Bornito de Sousa, na apresentação do livro "Africa in Transformation: Economic Development in the Age of Doubts".

Foto: Henri Celso

Economista bissau-guineense Carlos Lopes

Foto: Henri Celso

Carlos Lopes falava à imprensa, após apresentar o seu último livro “África in Transformation: Economic Devolopment in the Age of Doubt”, na Faculdade de Direito da Universidade Agostinho Neto, com a presença do vice-Presidente da República, Bornito de Sousa.

Para este professor universitário, a crise angolana é profunda, porém, é uma oportunidade de fazer-se uma economia pouco dependente do petróleo, utilizando-se este “ouro negro” de uma forma transformativa para que possa trazer um desenvolvimento moderno à situação actual.

Carlos Lopes, também escritor, afirmou que Angola está atravessar um período de crise de política fiscal e monetária (falta de despesa e investimento) por faltar dinheiro público.

Outro problema apresentado pelo antigo director de Políticas de Desenvolvimento do PNUD, tem a ver com o facto de uma parte importante da população angolana não possuir registo civil e as terras não estão registada em cadastros.

Aliado a isso, segundo o economista bissau-guinense, uma parte importante da economia não é absolvida pela actulização das contas nacionais, além do desconhecimento da qualidade da informação que faz com que o diagnóstico não seja melhor.

 Com essas “incongruências”, segundo o investigador de desenvolvimento e planeamento estratégico, não é possível provocar transformações profundas da proposição de políticas.

Numa incursão referente à África, disse que o livro tenta provocar e estimular a volta de desafios que são fundamentais para transformação estrutural das económicas do continente.

Essa transformação tem que ver com a necessidade de os países saírem da letargia em que se encontram em termos de formulação de políticas e abraçarem a industrialização.

“A industrialização ainda é caminho necessário porque é o único que pode gerar emprego para a curva demográfica que "estamos a observar em África”, disse, para quem tudo está ligado a necessidade de transformar a economia numa mais formal que seja da era industrial.

Pelo facto de o continente ser habitado por uma população maioritariamente jovem é preciso que crie muitos empregos modernos e decentes e não de sobrevivências, vulneráveis e bastante difíceis de manter.

Assuntos Angola   Política  

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