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19 Maio de 2019 | 18h03 - Actualizado em 19 Maio de 2019 | 18h00

Diplomata espera cooperação saudável entre Angola e os EUA

Luanda - O primeiro embaixador de Angola nos Estados Unidos da América, José Patrício, disse, este domingo, esperar uma ''cooperação saudável e mutuamente vantajosa'' entre os dois países e povos.

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José Patrício (esq), embaixador de Angola na Turquia, e Recep Tayyip Erdogan, presidente turco

Foto: Cedida

Actual embaixador de Angola junto do Governo da Turquia, José Patrício falava à Angop, a propósito do 26º aniversário do reconhecimento de Angola pelas autoridades dos Estados Unidos da América, país em que foi o primeiro chefe da representação diplomática angolana.

José Patrício disse, a propósito, recordar essa data com “alguma nostalgia”, por ter sido um “marco na história da diplomacia angolana, um processo bastante complexo, que decorreu já no rescaldo da Guerra Fria, mas ainda com toda a carga ideológica do mundo bipolar”.

“Aparentemente afastado esse irritante, permitam-me a analogia, estamos em condições de voltar a energizar as nossas relações com uma dose de vitamina que permita uma cooperação saudável e mutuamente vantajosa”, sublinhou.

Independente desde 11 de Novembro de 1975, Angola teve que aguardar 17 anos pelo reconhecimento das autoridades dos Estados Unidos da América, facto que viria a ocorrer apenas a 19 de Maio de 1993.

O reconhecimento de Angola pelos Estados Unidos da América aconteceu no ano seguinte às primeiras eleições multipartidárias angolanas, realizadas em 1992.

O diplomata recorda que, por mais razão e legitimidade reconhecidas internacionalmente, o Governo angolano era catalogado pelas administrações norte-americanas da época como comunista.

Nestas condições, segundo José Patrício,  era “difícil fazer passar a mensagem” sobre a realidade do que se passava em Angola, envolvida numa “guerra fratricida” pela organização beligerante que não aceitou o resultado das primeiras eleições angolanas, em clara alusão à UNITA.

O embaixador José Patrício sublinha que, hoje, volvidos 26 anos, “as relações bilaterais entre Angola e os EUA são normais, mas poderiam ser melhores não fosse o estigma do passado ainda persistir nas mentalidades dos dois lados da equação”.

“Temos de romper com essas perturbações e iniciar um novo ciclo mais virado para o futuro, que não pode continuar refém daqueles períodos que só fazem parte da História”, destacou.

“Na minha perspectiva, acho que a Angola de hoje, liderada pelo Presidente João Lourenço e a sua visão e programa de Governo, são uma boa base para o estreitamento e reforço das relações bilaterais entre Angola e os EUA”, disse.

José Patrício enfatiza que, se, depois da guerra, o principal empecilho chamou-se corrupção, falta de compliance e de transparência na gestão da coisa pública, matérias muito sensíveis no escrutínio das administrações americanas, o facto de esses males estarem a ser combatidos abre boas perspectivas de aprofundamento das relações entre os dois países e povos.

Assuntos Angola   Cooperação   Diplomacia  

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