Angop - Agência de Notícias Angola PressAngop - Agência de Notícias Angola Press

Ir para página inicial
Luanda

Max:

Min:

Página Inicial » Notícias » Política

22 Maio de 2019 | 22h15 - Actualizado em 22 Maio de 2019 | 22h15

Mário Pinto de Andrade quer candidatos às autarquias com “ficha limpa”

Lobito - O docente universitário Mário Pinto de Andrade defendeu que os futuros candidatos às autarquias de 2020, tanto de partidos políticos, quanto individuais, devem ter a sua “ficha limpa”, para que possam concorrer às eleições, soube-se hoje.

Envia por email

Para compartilhar esta notícia por email, preencha os dados abaixo e clique em Enviar

Corrigir

Para reportar erros nos textos das matérias publicadas, preencha os dados abaixo e clique em Enviar

Académico Mário Pinto de Andrade

Foto: Henri Celso

O académico, que falava no Instituto Superior Politécnico Lusíada de Benguela, sedeado no Lobito, no quadro de um seminário sobre o “ O exercício dos poderes políticos”, alertou que muita gente está interessada em participar no poder local, não para servir o povo, mas para “meter a mão na seara alheia”.

Daí que Mário Pinto de Andrade acentue a ideia de que os partidos têm de estar preparados e, para isso, devem renovar-se a nível dos seus quadros e políticas para os próximos desafios que se avizinham no país.

Lembrou que, nos últimos tempos, partidos como Congresso Nacional Africano (ANC), na África do Sul, a FRELIMO, em Moçambique, a ZANU-PF, no Zimbabwe, e o próprio MPLA, têm estado a perder assentos no Parlamento dos seus países, devido aos erros do passado, que estão a ser cobrados pela nova geração.

Mário Pinto de Andrade também realçou que os actuais resultados obtidos na luta contra a corrupção, liderada pelo Presidente da República, João Lourenço, estão a fazer com que o  povo acredite no novo paradigma de governação.

Na sua intervenção, o académico Fernando Ribeiro apontou as vantagens das autarquias locais e disse que os cidadãos podem fiscalizar melhor os seus representantes, por serem pessoas próximas dos eleitores.

No fim do mandato,  essas pessoas serão substituídas, se não apresentarem resultados que estejam dentro das expectativas dos cidadãos, acrescentou. “Esta é uma ferramenta que está a ser dada ao povo para a consolidação da democracia”, segundo Fernando Ribeiro.

Já o professor Eduardo Vera Cruz Pinto mostrou-se preocupado com o poder tradicional que, embora consagrado na Constituição, não existe um instrumento jurídico que defina as suas atribuições, orgânica e funcional.

Na sua opinião, as autoridades tradicionais têm um papel relevante na sociedade e poderão contribuir para a democratização na perspectiva local.

Leia também
  • 18/05/2019 17:49:10

    MPLA elege 48 novos membros ao comité provincial

    Benguela - Quarenta e oito militantes foram eleitos neste sábado, em Benguela, para o comité provincial do MPLA, pelos delegados a IV conferência extraordinária local do partido, visando o seu alargamento de 155 para 203 membros.

  • 02/05/2019 14:43:56

    Jurista defende gradualismo territorial na implementação das autarquias

    Benguela - O jurista Eurico Bongue advogou hoje, quinta-feira, nesta cidade, que a institucionalização das autarquias locais em Angola deve obedecer ao princípio do gradualismo territorial, porque existem muitos municípios que nada produzem.

  • 18/04/2019 18:52:46

    Portugal encoraja autoridades angolanas a prosseguirem reforma judicial

    Lobito - A ministra da Justiça de Portugal, Francisca Van-Dúnem, disse, esta quinta-feira, que a reforma do sistema judicial angolano está no bom caminho, tendo em vista assegurar a tutela jurisdicional efectiva dos direitos dos cidadãos, independentemente da distância que residam do tribunal ou da sua condição.