Angop - Agência de Notícias Angola PressAngop - Agência de Notícias Angola Press

Ir para página inicial
Luanda

Max:

Min:

Página Inicial » Notícias » Política

18 Julho de 2019 | 19h33 - Actualizado em 18 Julho de 2019 | 19h32

Angola apela ao debate permanente sobre fluxo ilegal de armas em África

Luanda - O embaixador de Angola na Etiópia, e Representante Permanente junto da União Africana e Comissão Económica das Nações Unidas para África, Francisco da Cruz, apelou hoje, quinta-feira, o Conselho de Paz Segurança da União Africana, no sentido deste órgão ter como preocupação permanente na sua agenda a questão do Fluxo Ilegal de Armas no continente.

Envia por email

Para compartilhar esta notícia por email, preencha os dados abaixo e clique em Enviar

Corrigir

Para reportar erros nos textos das matérias publicadas, preencha os dados abaixo e clique em Enviar

Embaixador de Angola na Etiópia, Francisco da Cruz

Foto: Cedida

O diplomata falava nesta quinta-feira, na sede da União Africana, em Addis-Abeba (Etiópia), durante uma Sessão Aberta do Conselho de Paz e Segurança, dedicada ao tema: Fluxo Ilícito de Armas de Pequeno Porte em África.

Para o diplomata, o comércio ilegal de armas fomenta a violência, cria instabilidade e mina a segurança dos países, pondo em causa o seu desenvolvimento e Estado de Direito, refere em nota o Serviço de Imprensa da Embaixada de Angola na Etiópia.

A seu ver, os conflitos em África continuam a ser fomentados pela venda ilegal de armas, alimentada pelo tráfico de drogas e pela exploração ilegal de recursos minerais.

 “O fluxo de armas ilícitas ameaça processos de Paz e de Reconciliação Nacional em vários países do continente africano, pondo assim em causa o roteiro principal da União Africana sobre os passos práticos com vista a silenciar as armas ate 2020, afirmou.

Acrescentou que, neste contexto, o sucesso das iniciativas e esforços a nível da União Africana, para a erradicação do comércio ilegal de armas requer um forte compromisso internacional, incluindo a nível das Nações Unidas, mas, sobretudo, por parte das nações que produzem e fornecem tais armas.

Quanto a Angola, como um país que durante cerca de três décadas sofreu os efeitos nefastos do fluxo ilegal de armas, as autoridades continuam “profundamente preocupadas com esta questão, devido ao seu impacto negativo na segurança e estabilidade dos países, especialmente, em África”, declarou.

Francisco da Cruz frisou que em Angola o combate à proliferação e ao comércio ilícito de armas ligeiras e de pequeno porte constitui uma preocupação da agenda do Governo, no âmbito da sua política de Paz e Reconciliação Nacional.

A título de exemplo, referiu que em Abril de 2008, o Governo Angolano adoptou um programa de acção para o desarmamento da população civil que definiu a estratégia de recolha de armas de fogo  ilícitas.

Afirmou que, para qualquer país que viveu uma situação de guerra o desarmamento da população civil é uma condição “sine qua non” para a paz e estabilidade.

Assuntos Angola   Diplomacia   UA  

Leia também
  • 18/07/2019 19:22:47

    AN aprova aplicação do IVA a partir de Outubro

    Luanda - A Assembleia Nacional (AN) anuiu, esta quinta-feira, em definitivo, a aplicação do Imposto sobre o Valor Acrescentado (IVA) em Angola, a partir de 01 de Outubro, com os sectores da educação e saúde isentos do imposto.

  • 18/07/2019 13:20:49

    Vice-presidente homenageia general Inocêncio de Almeida

    Luanda - O vice-presidente da República, Bornito de Sousa, rendeu hoje (quinta-feira) homenagem ao general das Forças Armadas Angolanas (FAA) na reforma, Inocêncio de Almeida, falecido a 13 de Julho do ano em curso, em Lisboa (Portugal), por doença.

  • 17/07/2019 18:14:44

    PR trabalha quinta e sexta-feira no Zaire

    Luanda - O Presidente da República, João Lourenço, trabalha quinta (18) e sexta-feira (19) na província do Zaire, onde deverá tomar contacto com a realidade socioeconómica das cidades de Mbanza Kongo e do Soyo.