Angop - Agência de Notícias Angola PressAngop - Agência de Notícias Angola Press

Ir para página inicial
Luanda

Max:

Min:

Página Inicial » Notícias » Política

17 Julho de 2019 | 20h59 - Actualizado em 17 Julho de 2019 | 20h58

Caso CNC: Ministro queixa-se da documentação encontrada no Mintrans

Luanda - O ministro dos Transportes, Ricardo de Abreu, afirmou hoje (quarta-feira), em tribunal, ter encontrado pouca informação sobre o sector, durante a passagem de pastas com o seu antecessor, Augusto da Silva Tomás.

Envia por email

Para compartilhar esta notícia por email, preencha os dados abaixo e clique em Enviar

Corrigir

Para reportar erros nos textos das matérias publicadas, preencha os dados abaixo e clique em Enviar

Sessão de julgamento do caso CNC

Foto: Alberto Juliao

O ministro descreveu em tribunal o estado do sector, a pedido do juiz da causa, em torno do processo 002/19, cuja figura principal é o antigo titular dos Transportes, Augusto da Silva Tomás.

Durante a 22.ª sessão, Ricardo de Abreu admitiu, à instância da advogada Paula Godinho, que a passagem de pastas foi “tranquila e pacífica” mas a documentação encontrada “não foi na totalidade”.

Relativamente a quem se atribui a responsabilidade de nomear o Conselho Fiscal do CNC, o governante disse que o presidente deste órgão deve ser nomeado pelo homólogo das Finanças e a si está reservada a indicação dos dois vogais.

Questionado sobre o procedimento a seguir em caso de o ministro das Finanças não nomear o Conselho Fiscal, respondeu ser do interesse do Ministério dos Transportes preocupar-se com a situação, para assegurar a fiscalização e controlo das contas do Conselho Nacional de Carregadores (CNC).

Declarações de Carlos Feijó

O antigo ministro de Estado e Chefe da Casa Civil do Presidente da República, Carlos Feijó, negou ter despachado um documento no qual o então Titular do Poder Executivo tenha orientado que o ex-ministro dos Transportes fretasse um avião para que o homólogo da Justiça o representasse no exterior.      

Arrolado pela advogada do réu, Carlos Feijó refutou ainda a pergunta segundo a qual um ministro podia usar um avião privado em benefício próprio, e considerou tal procedimento como uma irregularidade administrativa.

 “Salvo erro, tal pode acontecer se o ministro for orientado em uma missão de Estado, nesse caso a presidência assumiria os custos ou mesmo, em caso de doença de um ministro, que é transportado com um avião privado”, disse.

Testemunho de André Brandão

André Luís Brandão, antigo ministro dos Transportes (1992-2008), falou da participação dos dez por cento do CNC no Banco de Negócios Internacional (BNI), atribuída a Augusto Tomás.

Declarou ter havido orientação do anterior Presidente da República, para que se efectuasse tal participação.

Na ocasião, disse, tratou apenas do processo que foi formalizado, a posterior, pela direcção de Augusto Tomás.

Outras acusações contra o réu

Augusto Tomás é, igualmente, acusado de ter injectado capitais nas empresas ASGM e CIMMA.

Esta acusação foi rejeitada por Ismael Diogo, que declarou, em tribunal, que o referido processo foi orientado pelo antigo Presidente da República, no quadro da parceria público-privada, iniciada em 2008.

Assuntos Política   Tribunal Supremo  

Leia também
  • 17/07/2019 20:40:09

    Caso CNC: Gestor aguarda código para depositar USD 77 milhões

    Luanda - A nova direcção do Conselho Nacional de Carregadores (CNC) aguarda pela atribuição de um código específico que permita o depósito das receitas arrecadadas, avaliadas em 77 milhões e 800 mil dólares norte-americanos (USD), na Conta Única do Tesouro.

  • 17/07/2019 00:04:15

    Síntese das principais notícias das últimas 24 horas

    Luanda - A Agência Angola Press, Angop E.P, incluiu na sua emissão das últimas 24 horas, entre outros, os seguintes assuntos:

  • 16/07/2019 21:10:59

    Caso CNC: Augusto Tomás erra ao usar fundos do Conselho

    Luanda - O antigo ministro dos Transportes, Augusto Tomás, cometeu "erros grosseiros" ao usar o dinheiro do Conselho Nacional de Carregadores (CNC) para cobrir despesas do Instituto Superior de Gestão, Logística e Transportes (ISGEST) e de empresas particulares.