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31 Julho de 2019 | 18h32 - Actualizado em 01 Agosto de 2019 | 11h10

Refugiados do Lóvua com portas abertas para regressar à RDC

Lóvua - Os refugiados assentados no centro do Lóvua, Lunda Norte, têm até sábado, 3 de Agosto, para confirmar os requisitos de regresso à província do Cassai Central, na República Democrática do Congo (RDC).

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GOVERNADOR DO CASSAI CENTRAL (ESQ.) MARTIN MULAMVBA, E DA LUNDA NORTE (DIR.), ERNESTO MUANGLA, DURANTE VISITA AO CAMPO DE REFUGIADOS DO LÓVUA

Foto: HÉLDER DIAS

O primeiro molde (repatriamento burocrático) prevê um kit de reintegração, com um valor de 200 dólares norte-americanos, sendo que o segundo (voluntário e espontâneo) não inclui o referido apoio por parte do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR).

No primeiro, o processo é assegurado pelo ACNUR, que antes promove uma reunião tripartida que visa a definição das datas do início do processo de repatriamento. No segundo molde, os dois Governos, Angola e RDC, criam apenas condições de transporte dos cidadãos que voluntariamente se decidirem a regressar.

Diante deste cenário, os 20 mil refugiados que migraram em Angola, fruto da violência extrema e generalizada, causada por tensões políticas e étnicas na RDC, em 2017, têm até sábado para decidirem o destino.

Até Junho do ano em curso, conforme o ACNUR, 85 por cento dos refugiados manifestaram o interesse de regressar de forma voluntária.

Hoje, quarta-feira, ao dirigir-se aos refugiados, o governador do Cassai Central (RDC), Martim Mulamba, reiterou que a região está pronta para recebê-los de volta, há qualquer momento, desde que decidam o modelo de repatriamento.

Por outro lado, o Governo da Província da Lunda Norte promete transporte para os refugiados que se decidirem a regressar ainda esta semana.

Aliton Carneiro, oficial sénior de protecção do ACNUR em Angola, disse que a organização apoia o regresso espontâneo ou organizado, mas reafirma que só terá acesso ao kit de reintegração os que aguardarem, até o mais tardar, o mês de Outubro para o seu repatriamento.

A Lunda Norte partilha 770 quilómetros de fronteira com a RDC, dos quais 550 terrestres e os restantes com limites fluviais.

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