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09 Agosto de 2019 | 08h36 - Actualizado em 09 Agosto de 2019 | 08h36

Mais de três mil engenhos destruídos no Cuanza Sul

Sumbe -Três mil 268 engenhos explosivos foram destruídos pelo Instituto Nacional de Desminagem (INAD) nos municípios do Seles , Quilenda ,Mussende e Sumbe, província do Cuanza Sul, entre Janeiro a Março do ano em curso.

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Engenhos explosivos não detonados (arquivo)

Foto: BARTOLOMEU DO NASCIMENTO

Dos materiais letais removidos e destruídos constam 17 minas, 78 obuses, 25 projécteis diversos, 19 roquetes, 73 granadas, 17 cabeças combativas, 3.025 munições e 14 cargas propulsoras.

Nesta altura, os técnicos da instituição trabalham na desminagem da localidade de Chol Chol, zona das Cahoeiras do Binga, nas mediações entre o município do Sumbe e Porto Amboim, um local que se destina a prospecção mineira.

Entre 2006 a 2019 foram removidas minas e engenhos explosivos em 434 quilómetros de estradas, 238 linhas  de alta tensão, 240 quilómetros de linhas de fibra óptica, tornando uma superficie de  49 milhões 329 mil 280 metros quadrados livres  de minas e engenhos explosivos.

Para realização deste trabalho, participaram 34 sapadores, que removeram 758 minas, 8.189 uxos( engenhos não detonados), 7.064 munições, 282.021 metais, com recurso a detectores de minas, máquinas de desminagens mecânicas e a tecnologia denominada “ Ebex” e “ Forester”.

A acção permitiu o acesso a linhas de alta tensão, faróis para navegação marítima, campos agrícolas, aeroportos, pontes, zonas para construção de barragens mini-hídricas, instalações de fibra óptica e subestações eléctricas.

O coordenador da Comissão provincial Intersectorial de Desminagem e Assistência Humanitária (CNIDAH), Jorge Manuel Pombo, apontou, durante uma reunião da coordenação provincial do programa de acção contra as minas , a existência de 169 localidades e 269 zonas suspeitas, dos quais 128 confirmadas.

 Jorge Manuel Pombo apontou os municípios da Cela, Seles, Ebo, Quilenda e Amboim como os mais minados no Cuanza Sul.

Disse que, além de colocar em perigo cidadãos em 169 comunidades, abrange, entre outras, oito estradas, 26 terras agrícolas e 29 zonas de pastos e pontes nas principais estradas nacionais.

 A intervir na reunião que visou buscar estratégias para busca de apoios a desminagem no Cuanza Sul o comandante da Brigada B das FAA, major António Caterça a que se levar em conta que temos um levantamento da existência de campos minados e grupos de minas não identificadas.

Já o responsável da defesa das comunidades Coronel Augusto Trocado apontou a existência de minas aquáticas nas pontes sobre os rios Longa, Queve e Lussusso que urge a necessidade de trabalhos de desminagem.

A província do Cuanza Sul, com 1.881.873 habitantes distribuídos em 12 municípios e 36 comunas, numa  área territorial de 55.660 quilómetros quadrados,  estão identificadas 269  áreas suspeitas de minas, nos municípios do Ebo, Mussende, Cassongue, Cela, Quilenda e Seles, sendo a terceira região mais minadas do país, antecedidas pelo Moxico e Cuando Cubango.

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